VIAJAR É PRECISO

VIAJAR É PRECISO

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio pra desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores ou doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."

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6 de março de 2011

Mochilão por Colônia do Sacramento!



Um pouquinho de história: após o descobrimento do Brasil, Martim Afonso de Souza foi até o Estuário do Rio da Prata, com sua expedição, para colocar marcos de posse portuguesa na margem da foz do rio. 

4 de março de 2011

Mochilão por Montevideo!

Chegamos em Montevideo por um caminho não muito usual. Fizemos uma travessia da fronteira com o Brasil por Santana do Livramento (Sul do Rio Grande do Sul) e adentramos no Uruguai por terra na cidade de Rivera. Para quem não conhece, a cidade de Rivera é um free-shop onde se pode comprar de tudo em dólar. Os produtos são originais e de alta qualidade. Vale a pena uma visita! E prepare-se para comprar muito! 



Nosso destino era o Aeroporto de Rivera, um pequeno aeroporto, mas que já tem status de aeroporto internacional devido aos voos regulares partindo de Florianópolis, Porto Alegre e Foz do Iguaçú. Quando o chamo de "um pequeno aeroporto" quero dizer pequeno mesmo, deve ter uns 30 metros de frente por uns 15 metros de profundidade. Sem Raio X para as malas, essas são revistadas inteiras antes do embarque, manualmente. Fomos ao aeroporto logo que chegamos pela manhã, na esperança de deixar nossas malas e voltar para o centro de Rivera (o free Shopping).
Ingrata surpresa descobrir que o aeroporto fica fechado durante a maior parte do dia e só abre nos horários dos voos. Mas descobrimos algo bacana, no centro de Rivera (Rua Sarandi, 541) fica o escritório de passagens da BQB, companhia aérea que opera nesse aeroporto. Deixamos as malas lá e fomos caminhar na Avenida Sarandi. Deve-se tomar cuidado pois nessa época do ano, meados de fevereiro até março, o Uruguai fica com uma hora a mais que o Brasil devido ao término do Horário de verão em datas diferentes.
Outra dica interessante é com relação ao táxi. Se você pegar o táxi do lado brasileiro até o aeroporto de Rivera, vai pagar R$32,00. Se pegar o táxi do lado uruguaio vai pagar $150,00 pesos, aproximadamente R$15,00.


Após rigorosa revista das bagagens, aguardamos o voo da BQB que vinha de Florianópolis e que nos levaria à Montevideo. Para nossa surpresa a aeronave era um turbo-hélice e não um jato. De início ficamos apreensivos, mas ao entrar na pequena aeronave vimos tratar-se de um avião novo, com televisores LCD e muito confortável. Deve haver lugares para umas 50 a 60 pessoas e as malas vão junto à cabine. Faz mais barulho que um avião a jato e a decolagem é uma experiência única... o estômago vai à boca. Mas nada que não fosse facilmente esquecido com o que viria depois. O dia estava belíssimo e devido à baixa altitude que o avião voa deu para ver muitas paisagens lindíssimas dos pampas uruguaios. Formações de montanhas com o topo achatado, no meio de uma planície sem fim e grandes florestas cobrindo parte do pampa. Quando atingimos a velocidade de cruzeiro os avisos de atar cinto se desligaram e uma criança gritou um alto e emocionado "A COMEEEEER!". Todos no avião riram e o nervosismo foi-se embora. Chegou a comida e a surpresa veio por conta do capricho nos detalhes... esses que foram sumariamente esquecidos pelas companhias aéreas brasileiras e suas barras de Goiabinha... No voo servia-se em copos de vidro, além de um pequeno bolo quase artesanal embrulhado para presente e, pasmem!... champagne! Isso mesmo, tomamos champagne em um turbo-hélice sobre os pampas uruguaios... sei lá, soa-me muito chique! E a aterrisagem foi suave, como raramente se vê.


As passagens da BQB podem ser compradas pelo site e, dependendo do seu país de origem, os preços aparecem na sua moeda corrente ou em  peso uruguaio. Basta fazer a escolha da moeda no próprio site, na hora da compra.

Dica importante!! Caso resolva entrar no Uruguai por Rivera e pegar o vôo da BQB lá, não esqueça de pedir o documento de entrada no país, pois no aeroporto de Rivera eles não costumam entregar, já que se trata de um estrangeiro que já está em solo uruguaio. O problema é quando você pega o vôo em Montevideo pra voltar ao Brasil, pois eles exigem o tal documento. Mesmo que você explique que não foi entrgue porque entrou por terra (já que Livramento e Rivera são fronteiras abertas), você será obrigado a pagar uma multa de $650,00 pesos uruguaios por não tê-lo em mãos. E pior: terá que assinar um documento deles dizendo que perdeu o tal papel, mesmo que o erro tenha sido do país deles em não entregá-lo em Rivera!


Chegando em Montevideo!

O Aeroporto de Montevideo é uma obra de arte arquitetônica e impressiona mesmo os turistas mais desatentos. Não há como ficar indiferente à sua beleza e arrojo. Dizem que a primeira impressão é a que fica! Aqui em Montevideo têm-se muito disso, a começar pelo aeroporto, depois as avenidas com casas e apartamentos estilosos e depois as estonteantes  Ramblas defronte ao Estuário do Rio da Prata.


Jantamos na avenida principal do bairro de Carrasco, Avenida Alfredo Arocena. Fantástico! Aliás comer no Uruguai é uma experiência de vida inesquecível e por vezes inacreditável, devido à qualidade e quantidade de comida que se pode comer por $300,00 pesos, aproximadamente R$30,00... e ainda acompanha vinho (não preciso dizer que é um excelente Tannat) e café.  Na verdade eu preferiria um digestivo no lugar do café! 


O restaurante que fomos tem por toda a cidade, chama-se Don Pepperone. Produtos como água, cerveja e refrigerante são extremamente caros. Um café, por exemplo, não sai por menos de $45,00 pesos; uma coca-cola não sai por menos de $60,00 pesos. Aliás, vai uma dica legal... não tome coca-cola ou outros refrigerantes comuns daqui do Brasil, prefira o refrigerante de pomelo da empresa "Passo del Toros", é muito bom, ou como dizem os uruguaios: exquisito!

Nosso segundo dia em Montevideo foi ótimo. Mesmo sendo domingo, conseguimos caminhar pelas ruas do centro e conhecer o Mercado del Puerto. Almoçamos lá mesmo, mas indico que pesquisem antes de sentar na primeira mesinha, pois fomos no L'amitie e a Parrilla para 3 pessoas na verdade serviria uma pessoa, duas sem muita fome. O mercado é muito bonito e há um clima bem uruguaio com todas as fogueiras assando as carnes. A parrilla é um prato típico que junta morcilha, rins, alcatra, costela, linguiça, tripas, galinha e muito mais; mas diga sempre que você não quer galinha (pollo) pois é frustante ver o prato com mais galinha que as outras coisas. Se você tem problema em comer coisas diferentes, não tente saber o que são, apenas experimente e terá uma grata safisfação com o sabor. 
Veja um vídeo legal de Anthiony Bourdain gravado no mercado e com a famosa parrilla: http://www.youtube.com/watch?v=muAFU5KL5is&feature=related

Mas Montevideo é muito mais que parrilla. Andar pelo centro histórico é muito bom. Observar o casario e suas ruelas nos faz imaginar como era a Provincia Cisplatina do Império do Brasil e toda história que se desenrolou lá até a independência do Uruguai.

Como sugestão para um lanche rápido e gostoso, indico a Pasteleria Iruña (Sarandi, 482) , que serve ótimas empanadas (é, pasteleria no Uruguai serve empanada, não é pastel frito...).

Subindo até a cidade velha chega-se à puerta de la ciudadela, que era uma das portas de saída das muralhas da antiga cidade e que a partir dela a moderna Montevideo foi construída. Essa porta de pedra fica na praça da Independência, onde fica o palácio presidencial, que, aliás, é um prédio moderno todo de vidro e concreto, refletindo o espírito do Uruguai em olhar para o futuro, mesmo que o presente esteja estagnado.Um país que saiu da ditadura não faz muito tempo, e diga-se de passagem, uma das piores ditaduras da América do Sul. 

A partir da Praça da Independência inicia-se a mais importante avenida da cidade, que corta o centro, a Avenida 18 de julho. Nela pode-se ver lindas praças e muito comércio.
Plaza Entrevero, na Avenida 18 de julho


Logo no início encontra-se o Palácio Salto, que é um edifício residêncial do início do século XX, e que foi o prédio mais alto da América do Sul na sua época, além de ter uma arquitetura espetacular. 

Uma boa pedida para um lanche rápido são os panchos, que são vendidos nos restaurantes localizados nas praças e ao longo a avenida 18 de julho.


Não deixe de visitar o Teatro Solis, que fica pertinho da porta da cidade velha. Esse teatro foi uma construção privada que, quando estava quase falindo, foi comprada pela prefeitura. A visita guiada custa $20,00 pesos e vale à pena, a guia turística que fala português é muito simpática e atenciosa. 
Deixo um elogio com relação ao tratamento dos uruguaios com o brasileiros, pois tive a experiência de tentar visitar o Teatro Colón, em Buenos Aires, e me surpreendi ao saber o valor absurdo da entrada, além do fato de eles não terem guias em português (precisa-se avisar com antecedência e juntar um grupo mínimo de pessoas). 

Se você gosta de shoppings, vá ao Punta Carretas, que é um shopping novo e cheio de lojas interessantes. O local era uma antiga cadeia que teve sua fachada e vários elementos arquitetônicos preservados. 

A Catedral de Montevideo é um passeio obrigatório, pois é uma linda catedral barroca com uma ornamentação belíssima. Fica na Praça da Matriz, na Cidade Velha. Aliás, caminhar por Montevideo nos dá a chance de apreciar vários tipos de construções, preste atenção nos prédios neoclássicos do centro da cidade velha e da Avenida 18 de julho, lindos!

Uma das coisas mais interessantes que vimos em Montevideo foi um grande painel na Catedral que mostrava a crucificação de Jesus e aos seus pés estam Maria, José e Maria Madalena. Porém, Maria Madalena é representada de uma forma diferente de tudo que já vi, santificada, usando uma auréola na cabeça.

A Feirinha da Tristán Navarra é uma loucura. Parece não ter fim, e há de tudo pra se vender. Acontece aos domingos, na rua com o próprio nome da feira, Tristán Navarra, no centro. Fique de olho na sua carteira pois há os chamados pickpockets, apenas mostre que não está aéreo. O mesmo vale para as regiões do centro à noite. No segundo dia conhecemos um casal de brasileiros que foram roubados à noite, na Praça da Cagancha. Se for ficar em um hotel por ali, evite sair à noite com máquina fotográfica e leve apenas um dinheirinho no bolso. De dia não vi grandes problemas, basta não dar bobeira.

Assistir ao pôr-do-sol em Montevideo também é um espetáculo e tanto, ainda mais quando você se senta na rambla, num gramado do parque Rodó, em frente à Facultad de Ingenieria y Agrimensura. 

Se você gosta de sorvetes (diferentes!), vai adorar as barraquinhas da La Cigale. Tem por toda a cidade e os sabores são diferentes e exóticos. Prove!! Eu adoro sorvete de café, e aqui é muito difícil encontrar (de café mesmo, não tiramissú, cappuchino...), mas encontrei nessa banquinha. Uma delícia!!


Hospedagem:
 
No Uruguai há várias opções de hospedagens, especialmente em Montevideo. Se você prefere ficar perto das ramblas (avenida beira mar), indico o Hotel Best Western Pedro Figari, que fica na Rambla República do México. Parece um Chateau francês a beira mar, tem banheira no quarto e tudo é muito simples e de muito bom gosto. Mas se você prefere ficar mais perto do centro e das atrações turísticas, há vários hotéis por lá, dê uma olhada nos sites de pesquisa que indiquei aqui no blog, no Post Dicas de viagem (http://valdemochila.blogspot.com/2010/10/dicas-de-viagem.html).





20 de novembro de 2010

10 dicas para planejar uma viagem barata

A procura por viagens internacionais aumentou, mas é preciso tomar alguns cuidados antes de planejar uma viagem na empolgação. 
No site do MSn encontrei algumas dicas valiosas pra quem decidiu pôr a mochila nas costas e sair por aí!

6 de novembro de 2010

"Não me basta sonhar ser pássaro e acordar assobiando misérias"

A essência da alma é o que nos guia pela vida toda. Ao longo dos anos, conhecemos muitas pessoas, muitos lugares, e vamos adquirindo traços variados, que nos fazem pessoas dinâmicas e adaptáveis, nos tornam pessoas do mundo, conhecedores de coisas diferentes e cheios de sonhos. 

18 de outubro de 2010

Dicas de viagem



Sempre me perguntam sobre o valor que se gasta com viagens. A minha resposta é sempre a mesma, não tem valor! Até tem, claro, mas se você se programar com antecedência e não deixar pra resolver as coisas na última hora, dá pra viajar de forma mais barata.
Por isso penso que viajar não tem valor, não há nada no mundo que pague as sensações e o sentimento de se estar em lugares novos. Aquela sensação de ver as fotos num livro, e finalmente você pára em frente àquele lugar e vê o quanto ali é mais bonito do que no livro.

17 de outubro de 2010

Café



Eu adoro café! Adoro cafés diferentes, com desenhos feitos sobre o leite, e ingredientes novos misturados. Por isso, adoro tirar foto de café! Virou uma mania, no começo achei meio maluco, mas depois vi que na verdade era uma forma de colecionar. Cada um coleciona uma coisa, e eu adoro colecionar fotos de café. Por isso, se me virem algum dia tirando foto enquanto estou sentada em uma cafeteria, já sabem o porquê. Abraços pra todos e bom começo de semana!

16 de outubro de 2010

EAT PRAY LOVE






É incrível como o bichinho "viajante do mundo" ataca a gente quando vai chegando perto do fim do ano! Depois que vimos o filme COMER REZAR AMAR nossa cabeça começou a viajar, uma "coceirinha" de mudar de ares, de pessoas...

3 de março de 2010

Mochilão por Oslo!

Oslo é uma cidade linda, movimentada (mesmo no inverno) e cheia de
novidades! Para os padrões europeus, uma cidade um pouco mais cara.

28 de fevereiro de 2010

Mochilão por Praga!


Praga, a "Pérola do oriente", ou "Cidade das cem cúpulas", é uma das cidades mais belas da Europa. Foi mantida fora do alcance de turistas ocidentais por 40 anos de comunismo.
Cidade de Mozart, Praga é um verdadeiro catálogo de estilos arquitetônicos: barroco, rococó, gótico e renascentista, um ao lado do outro!


Passou por dfiferentes mãos, do nazismo de Hitler para o então bloco soviético, tornando-se um país comunista. Em 1968 acontece a Primavera de Praga, o primeiro passo para a liberdade, tentativa do presidente Alexander Dubcek de aumentar os direitos adicionais e descentralizar o poder, em direção à demoracria. Em 1989, chegou ao fim o comunismo e o socialismo no país, com queda do comunismo definitivamente, e o país, em 1993, dividiu-se na República Checa e Eslováquia, uma divisão pacífica. 

 paisagens fantásticas, principalmente à beira do Rio Vltava, onde se vê o casario medieval misturado com art noveau, suas pontes, uma delas do século XII, e ao fundo a colina com seu o castelo no alto, com sua supreendente catedral gótica. Outra paisagem fantástica é a praça central Staromestro, com ruas medievais e torres góticas. Na praça central, podemos ver construções renacentistas, uma basilica barroca e um palacio em estilo Rococó. Por toda parte há vielas medievais, e tirando os anúncios das lojas, parece que você voltou no tempo. A cidade é muito limpa, mesmo com a neve de vários dias acumulada nas esquinas. Sem falar que a cidade é muito bem organizada e o transporte publico é eficiente e limpo (elétrico). 


A língua Tcheca é bem complicada, mas você consegue entender algumas palavras chave em pouco tempo. Os tchecos, ao contrário dos Franceses, comem bastante. A comida é muito boa, tudo leva batata. Achamos um restaurante muito bom e barato em Praga 3 e jantamos lá todas as noites. Compramos uma bebida local, o absinto (75% de graduação), ruim que só ele! Era a bebida preferida de Van Gogh. Agora da pra entender melhor as loucuras do Van Gogh. Pela cidade, há vários monumentos dedicados aos estudantes que morreram para derrubar o comunismo. Um deles se matou colocando fogo no próprio corpo na praça central em frente ao parlamento. Recomendo a todo comunista brasileiro visitar um pais ex-comunista e ver o atraso que foi esse regime, pregando uma falsa igualdade, que na verdade nivela a sociedade por baixo e transforma todos em escravos. E manteve-se tantos anos pela força das armas, porque se tem uma coisa que comunista adora eh exercito, arma e panfleto. Qualquer semelhança é mera coincidência....?
Não deixe de provar o cachorro quente vendido na Praça Wenceslau, é maravilhoso! E cuidado com a mostarda! Num dos lados da praça fica o Museu nacional, com sua monumental escadaria. Em frente ao museu há uma estátua de São Venceslau, de 1912. Também vale visitar, ainda na praça, o Hotel Europa, de 1906, em estilo Art Nouveau,e  a Igreja de Nossa Senhora das Neves, com sua torre do século XIV em estilo gótico. 

Para quem prefere economizar numa refeição, há um minimercado ao longo dessa mesma praça onde se vende pequenas bruschetas, no valor de 0,50 euros, mais ou menos. São uma delícia, e pode-se encontrar alguns com várias iguarias, inclusive salmão e caviar. O minimercado se chama
Lahůdky ZemarkEndereço:Václavské náměstí 42  Prague 1.

Outra dica é o Hotel Vitkov, que fica em Praga 3. Não é uma região turística, por isso o preço é mais baixo, mas as acomodações são muito boas e o trem passa na frente, em direção ao centro da cidade. São 15 minutos  até o centro, e o legal é que pode-se conhecer uma parte da cidade que é mais dos tchecos. Endereço do Hotel: Konevova 114. Do  Ruzyne Airport, pegue ônibus O 9801 em direção a Masarykovo. Em Mazarykovo, pegue o tram 9, e desça em Biskupcova. 

Há um restaurante que fica perto desse Hotel, a Pizzeria Pavaon. Se você não fizer questão de fazer uma refeição tcheca, aproveite e conheça esse pequeno restaurante italiano, com preços ótimos, bem servido e comida deliciosa! E vá sem medo, pois mesmo sendo em Praga, os pratos italianos são muito bem preparados. Fica na Rua Biscupkova, uma quadra do Hotel Vitkov. 
Se preferir um restaurante/bar mais no centro da cidade, sugiro o Kavárna Slavia, que fica na beira do rio, ao lado do teatro. Não cheguei a entrar nesse bar, mas passei na frente e achei muito legal. Os preços são mais ou menos...  


Se você gosta de ir a supermercados (como eu!!), vá ao Tesco, fica na Rua Národní, bem no centro. 


Pra quem gosta de maquiagem, a melhor opção é visitar a Sephora. Na esquina da Wenceslas Square com a Rua Jindriská, e em cima fica a H&M, uma grande loja varejista que tem em várias cidades européias. 


Atrações! 


Caminhar é a melhor forma de conhecer a cidade, percorrendo suas antigas ruelas e praças históricas. Há também metrô, ônibus e tram, que são integrados e valem para todos os transportes. Compre o bilhete nas máquinas que ficam na rua. O trajeto pode ser de 20 minutos até o Tourist ticket (1, 3 ou 5 dias). Valida-se o bilhete antes de entrar no metrôou nas máquinas dentro do tram. 


Visite o Staré Mesto, a cidade velha, e não deixe de ir ao antigo cemitério judaico. Praga é dividida em regiões, que eram cidades independentes no passado: Hradcany, a região do castelo; Malá Strana, a cidade baixa; Staré Mesto, a cidade velha, e a Nové Mesto, cidade nova. 

Staré Mesto: Na cidade velha,  a praça da república (Staromestské Námestí) é o ponto de partida, é rodeada de igrejas e casas seculares, onde aconteceram vários acontecimentos históricos. Foi declarada patrimônio Cultural da UNESCO. A prefeitura antiga (Staromestské Radnice), em estilo gótico, é onde encontra-se o relógio astronômico. No térreo há um posto de informações turísticas. Para subir a torre do relógio (70 m) paga-se 70Kc e se tem uma linda vista da cidade. Mas a atração principal nessa praça é o relógio astronômico, de 1410. Mostra a hora, dia, mês, posição da terra e lua, fase, e estação do ano (não achei quase nenhuma delas...rsrss). 



Teatro Nacional- símbolo do renascimento cultural tcheco, e sua construção começou em 1868, com projeto do arquiteto Josef Zítek. O teto do auditório é lindo, com alegorias de diversas artes. O teto do teatro é de um azul celeste cheio de estrelas, e simboliza o ponto máximo que os artistas querem alcançar. 



Karluv Most (Charles Bridge)- foi construída em 1357, tem 515 m de comprimento e 10 m de largura, e nela há 30 esculturas de santos em suas laterais, instaladas entre 1683 e 1928. A estátua mais antiga é a de São João, e a lenda diz que, quando tocada, promete dar boa sorte! Carlos IV mandou construí-la após a Ponte Judite ser destruída pela enchente. No lado da Malá Straná há duas torres, a menor é remanescente da Ponte Judite, de 1188. A mais alta é de 1464 e oferece uma bola vista da cidade. 

 

Na ponte reúnem-se pintores, músicos, ambulantes, é super movimentada e vale a pena passar lá de dia ou de noite! 

Museu do Comunismo: Na rua Príkope, 10, primeiro andar. É um museu criado em 2002, com fotos, documentos, pôsters e objetos da época do comunismo da época da Tchecoslováquia. Aborda temas como a arte da época (realismo socialista), propaganda, Exército, história. O mais engraçado é que fica ao lado (junto) ao Mac Donalds, e a entrada não é cara: 140Kc. 



Obs: A Tchecoslováquia (lembram das aulas de Estudos Sociais?) nasceu no fim da 1ª guerra, devido à semelhanças culturais e idiomáticas entre tchecos e eslovacos. Com o avanço do nazismo alemão, o governo (até então democrático) acabou sendo tomado (manipulado) por Hitler. Com o término da 2ª guerra, o país passou para o domínio soviético. Durante a década de 60, intelectuais do país lutavam por uma liberalização da política de esquerda, pregavam um "socialismo de face humana", que na verdade era contrário ao socialismo soviético, e houve uma reação pesada em cima desses intelectuais. Em 68, tanques soviéticos invadiram Praga e acabaram com esse sonho de autogovernança. Esse epidódio ficou conhecido como Primavera de Praga e vieram mais 30 anos de autoritarismo. Apenas com a queda do Muro de Berlim e o colapso da URSS, em 1989, trouxeram uma desejada autonomia, com posterior transição política e a deposição do governo comunista. Essa transição, pelo fato de ter sido pacífica, ficou conhecida como a Revolução de Veludo. Em 1992, uma leve pressão dos eslovacos fez com que a Tchecoslováquia se separasse, surgindo a República Tcheca e a Eslováquia. 


Hradcany - é a região do castelo, uma das mais bonitas da cidade. Para chegar lá, pegue o tram 22, 23 ou 9.O castelo tem ao todo 45 hectares, com igrejas, jardins, ruas, pátios, menos um castelo! Fundado no século 9, era a residência de príncipes e reis da Boêmia, e hoje é a residência do presidente. Há troca de guarda diariamente, e tem acesso livre, se paga apenas para visitar as atrações internas. O ticket mais barato custa 250 Kc, e pode-se visitar a Basílica de St. George, Old Royal Palace e Golden lane. 


Katedrála Sv Víta (St. Vitus Cathedral)  fica logo após a entrada para o castelo, trata-se de uma igreja gótica fundada em 1344 e finalizada em 1929 (!!!) Sua torre tem 100 metros de altura e 287 degraus. Dentro, pode-se ver as tumbas de alguns reis e príncipes tchecos. O primeiro arquiteto encarregado da obra foi o francês Mathieu de Arras. Após sua morte, Peter Parler assumiu o posto e concluiu a parte leste do prédio. Na Capela há relíquias e jóias da Coroa da Boêmia. O túmulo do "bom rei" Venceslau fica na Capela de São Venceslau, decorada com afrescos góticos. Há também um grande memorial a São Nepomuceno, de prata. 

Starý Královský Palác (Old Royal Palace)- construído sob um palácio romano  no século IX, refeito nos estilos gótico e renascentista, até passar por um incêndio em 1541. A atual construção é da metade do século XVIII e nele há dezenas de salas. Uma das principais é o salão Vladislau, gótico, onde os reis eram coroados. A escadaria dos Cavaleiros, que começa nnum dos cantos do salão, possui largos degraus e o teto com formas de ogivas. Essa escada permitia que os Cavaleiros chegassem ao salão montados em seus cavalos. 

Prasná Brána (Powder Tower)- é a Torre da Pólvora, que fica do lado esquerdo da Catedral. Pode-se entrar e ver as exposições sobre a defesa do Castelo. Era usada para armazenar a pólvora e para a fundição de sinos.  

ZSlatá Ulicka (Golden lane)- É a Viela Dourada, uma ruazinha logo na descida do castelo, onde os trabalhadores do castelo moravam no século XVI. O segundo andar das casas é aberto, ligando uma à outra, e hoje a maioria são lojas de souvenirs. A casa número 22 foi onde Kafka viveu e escreveu entre 1916 e 1917. Durante o século XIX a área se deteriorou e foi ocupada pela população pobre da cidade,  apenas os anos de 1950 ela foi reformada e transformaram suas casas em livrarias e lojas de cristais. 

Obs: KAFKA (Franz Kafka) foi o mais famoso escritor da República Tcheca, mas só obteve esse reconhecido depois de morto. No leito de morte, pediu a um amigo que queimasse todos os seus escritos , mas este fez o contrário e hote suas obras fazem parte da biblioteca de clássicos da literatura mundial. A leitura de sua obra Metamorfose é difícil e estranha, na minha opinião, pois ele narra fatos quase que surreais que dificilmente passariam pela nossa imaginação. Sua literatura é cheia de dor, feita para não ser bonita. 


Malá Strana- A cidade baixa é a parte menos afetada pelas transformações históricas da cidade. O bairro tem explêndidas igrejas, palácios barrocos e antigas casas com símbolos na porta. Pode-se começar a percorrer a região pela Malostranské Námestí,  (praça) onde fica a igreja de St Nicholas (Chrám Sv. Mikuláse). Costuma haver concertos no local, geralmente as 18 horas. 

Franz Kafka Museum- o Museu de Kafka fica na rua Hergetova Cihelná, numero 2 e conta a vida e obra do autor. A entrada custa 120 Kc. 

Nové Mesto- é a cidade nova. Lá fica a Casa Dançante (Tancící dum), um prédio construído em 1996 e que parece estar dançando, obra do arquiteto Frank Gehry e Vlado Milunic, arquiteto esloveno.




Bairro judeu- na idade média, os judeus viviam em uma espécie de gueto, com leis opressoras e no século XVI eles eram obrigados a usar um aírculo amarelo ans roupas. Em 1784, a discriminação ficou amis branda e o bairro recebeu o nome de Josefov (homenagem a José II, que ajudou a diminuir a discriminação). Hoje, pode-se visitar o velho cemitério e a prefeitura, além da sinagoga (Sinagoga Staronová), a mais antiga da Europa. 





Mochilão por Brugge!



Brugge fica no interior da Bélgica e foi um importante centro comercial da idade média. 

26 de fevereiro de 2010

Mochilão por Amsterdam!


Amsterdam é sempre fascinante. Independente do que se pensa sobre a liberdade instalada na cidade, que de certa forma, é uma liberdade bem organizada, é um cidade muito bonita e com muita historia, arquitetura medieval e extremamente contemporânea.
Não somente isso, é uma cidade de extremos, tem uma quantidade gigantesca de cultura com dezenas de museus e ao mesmo tempo reune o mais vulgar relacionado a sexo. O  distrito das luzes vermelhas, próximo à praça central, é muito frequentado à noite, com coffeshops vendendo maconha, inúmeras lojas de artigos eróticos, cabarés, shows de sexo e as famosas prostitutas que ficam se oferecendo seminuas nas janelas em plena rua. Nos coffeshops você pode comprar e consumir maconha do mundo todo, mas se pedir uma cerveja será repreendido pela garçonete, pois não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas nesses lugares. Amsterdam é famosa por seus canais, que realmente sao belissimos! Fizemos a viagem acompanhados de nosso amigo Michael, como sempre, foi muito engraçado! Durante a viagem vimos os lindos campos da Holanda, com seus rios acima do nivel dos campos, suas inúmeras usinas de energia heolica e seus moinhos que ate hoje ajudam a drenar o terreno pantanoso. Os museus são impressionantes, (você vê obras que só conhecia dos livros e da TV), estão sempre muito lotados. Alias, por tudo isso Amsterdam é uma fábrica de fazer dinheiro, que recebe milhões de turistas anualmente. Andamos muito e passamos muito frio, pois estava tudo congelado. 


O Hotel que ficamos era incrível, não imaginava como seria um Hotel Design, e finalmente conheci. De arquitetura super diferente, seus móveis, objetos e tudo mais são uma verdadeira exposição de arte, com produtos de designers locais e diferente de tudo que já vi. Vale a pena! Dutch Design Hotel ArtemisEndereço: John M. Keynesplein 2

Recomendo visitar a Casa de Anne Frank, e se possível, leia o livro antes de ir até o Museu. Trata-se da casa onde a família Frank viveu durante a perseguição dos judeus pelos nazistas na Holanda. O museu está aberto para visitação e existem alguns trechos do seu diário (que deu origem ao livro) escritos pela casa. 
Confesso a vocês que me emocionei, e imagino o quanto Otto Frank, pai de Anne Frank, emocionou-se quando voltou ao local após a guerra como o único sobrevivente do grupo que ali se escondera por dois anos! Foi nessa visita que lhe entregaram o diário de sua filha Anne, encontrado na confusão em que ficara o lugar após terem sido descobertos.

O Museu Van Gogh também é uma dica, achei interessantíssimo! Nesse dia vimos obras como Os comedores de batatas, Autorretrato, Girassóis. Não pudemos ver a obra Starry Night, Quarto em Arles, nem O Grito, todas estavam em outro museu. 

18 de fevereiro de 2010

Mochilão por Firenze!


Firenze ou Florença! Ontem pegamos o avião para Bologna, e de lá fomos de carro até Cesena, onde estão a Aline e o Davi, amigos nossos de Floripa que estão estudando na Itália. Muuuuito legal o caminho, as auto-estradas são excepcionais, e o pedágio é engraçado, porque a gente pega o biglieto numa máquina quando entra na estrada e quando sai, paga para a máquina o proporcional a quanto se andou.

6 de fevereiro de 2010

Mochilão por Bruxelas!



Conhecemos Bruxelas em 2006, e confesso que adoro essa cidade! Se pudesse escolher um lugar para morar, sem dúvida nenhuma seria aqui. Pequena mas cheia de novidades, pessoas de vários lugares, duas línguas oficias (embora ouve-se vários idiomas pelas ruas). Bruxelas é onde há, segundo Victor Hugo, a praça mais bonita do mundo, o Grand Place. Onde há os Gaufres e as melhores cervejas (mais de 400 marcas). Há tanta informação sobre Bruxelas que não caberia nesse pequeno espaço. Amo essa cidade, sinto-me como se fosse daqui e sempre que puder, estarei de volta. Aqui ficamos na casa do Michael, nosso grande amigo. 
Em Bruxelas recomendo alguns pubs que ficam na região de Schuman, onde fica a União Européia. O Old Oak Pub é um deles, e há alguns muito legais, também nessa mesma região, The Hairy Canary (obrigado Kevin e Ana!), na Rue Archiméde. Neste pub conhecemos nossos amigos Ana e Kevin, foi um encontro muito engraçado, estávamos acompanhados do Jerko, e na saída do Old Oak, por coincidência, encontramos uma brasileira na rua, que nos convidou pra tomar uma cerveja. Achei aquilo meio estranho, ela era estranha... mas o Jerko se empolgou e fomos no pub. Chegando lá, ela mesma arrumou uma mesa pra sentarmos, junto a um casal. Achamos que eles já se conheciam, a brasileira e este casal, mas que nada! Ela era cara de pau mesmo, e sentamos ali meio sem jeito.. acabamos conversando e fazendo amizade, pois a Ana é portuguesa, e o Kevin também fala português. Foi muito divertido, porém acabamos percebendo que a tal brasileira era doida! Ela começou a invocar com todos porque ela queria atenção 100% do tempo, e como a conversa estava legal, ela ficava meio de lado... dizia que era espiã do governo brasileiro, que estava lá pra saber o que os brasileiros pensavam de Bruxelas! Nossa, se eu tivesse bebido um pouquinho mais, teria pedido pra ela me arrumar esse emprego, seria meu sonho trabalhar em Bruxelas, legalizada, só indo aos pubs à noite pra conversar com o pessoal, imagina!! O MELHOR EMPREGO DO MUNDO, deixa no chão o emprego daquele australiano na ilha! 
Em Bruxelas sempre acontecem coisas malucas com a gente, mas o melhor dessa viagem com certeza foi essa noite, que, aliás, foi nossa última noite por lá. 


Viajar pela Bélgica é muito fácil, pois as distâncias são pequenas entre as cidades, há várias opções de trens e as autoestradas são excelentes. A comunidade holandesa é amior que a francesa, por isso o flamengo (ou flamenco, como dizem) é uma das línguas oficiais. Porém, em Bruxelas ouve-se mais francês do que o flamenco, assim como o inglês, que hoje já é considerada a 3ª língua oficial. 
A Embaixada Brasileira, para quem precisar, fica na Av. Louise, 350, uma das mais bonitas avenidas da cidade. 


Alimentação: a Bélgica tem grande influência da cozinha francesa. Come-se muito frutos do mar, e o Moules (mexilhões) é um dos pratos principais, servido com Frites (batata frita). Os belgas dizem ser os inventores da batata frita, e há barraquinhas de frites por toda a cidade, servidas em cones de papel, com maionese (ou sem). Até pra quem não é um grande apreciador (como eu), vale a pena, são gostosíssimas! 
Também recomendo comer Waffles ou Gaufres, você saberá estar chegando perto de uma barraquinha quando sentir aquele cheirinho.... Há barraquinhas por toda parte, e pode-se pedir com ou sem chocolate, com vários tipos de cobertura, ou apenas com açúcar e canela. Sugiro tomar um cafezinho junto, uma delícia! 
importantíssimo também é provar o chocolate belga, pra mim o melhor do mundo! Não há comparação com o suíço (e não façla essa comparação, pois eles detestam!). Mais encorpados e mais densos, pode-se encontrar chocolate puro ou até mesmo com framboesa, café, capuchino. Uma delícia... o Côte d'Or é meu preferido, mas há marcas mais baratinhas também ótimas. Minha sugestão é comprar no supermercado, sai muito mais barato e não perde nada para as chocolaterias da cidade. Claro que entrar em uma chocolateria é um charme, ainda mais quando há degustação! A Godiva e a Neuhaus são as duas mais famosas do país. Mas garanto que no supermercado você encontrará várias opções e com preços bem mais em conta! E aproveite a visita ao supermercado (eu amo ir ao supermercado!) e compre cerveja belga, uma especialidade e tanto do país. Há várias opções, são mais de 400 marcas, e de vários tipos e confrarias (vale dar uma olhada no infográfico da Superinteressante, que explica a origem dos vários sabores de cerveja). Aliás, a cerveja é mais barata que a água. Que tal uma Leffe framboesa no café da manhã? 
Amor ou ódio:
Nem todos apaixonam-se por Bruxelas (como eu!). Alguns dizem que o Atomium e o Manneken pis são duas decepções, mas garanto que o Grand Place à noite é fantástico, com seu jogo de luzes, cores e sons, especialmente no Natal. Alugue uma bicicleta e aproveite a cidade!