VIAJAR É PRECISO

VIAJAR É PRECISO

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio pra desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores ou doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."

Translate

Mostrando postagens com marcador hotel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hotel. Mostrar todas as postagens

28 de fevereiro de 2010

Mochilão por Praga!


Praga, a "Pérola do oriente", ou "Cidade das cem cúpulas", é uma das cidades mais belas da Europa. Foi mantida fora do alcance de turistas ocidentais por 40 anos de comunismo.
Cidade de Mozart, Praga é um verdadeiro catálogo de estilos arquitetônicos: barroco, rococó, gótico e renascentista, um ao lado do outro!


Passou por dfiferentes mãos, do nazismo de Hitler para o então bloco soviético, tornando-se um país comunista. Em 1968 acontece a Primavera de Praga, o primeiro passo para a liberdade, tentativa do presidente Alexander Dubcek de aumentar os direitos adicionais e descentralizar o poder, em direção à demoracria. Em 1989, chegou ao fim o comunismo e o socialismo no país, com queda do comunismo definitivamente, e o país, em 1993, dividiu-se na República Checa e Eslováquia, uma divisão pacífica. 

 paisagens fantásticas, principalmente à beira do Rio Vltava, onde se vê o casario medieval misturado com art noveau, suas pontes, uma delas do século XII, e ao fundo a colina com seu o castelo no alto, com sua supreendente catedral gótica. Outra paisagem fantástica é a praça central Staromestro, com ruas medievais e torres góticas. Na praça central, podemos ver construções renacentistas, uma basilica barroca e um palacio em estilo Rococó. Por toda parte há vielas medievais, e tirando os anúncios das lojas, parece que você voltou no tempo. A cidade é muito limpa, mesmo com a neve de vários dias acumulada nas esquinas. Sem falar que a cidade é muito bem organizada e o transporte publico é eficiente e limpo (elétrico). 


A língua Tcheca é bem complicada, mas você consegue entender algumas palavras chave em pouco tempo. Os tchecos, ao contrário dos Franceses, comem bastante. A comida é muito boa, tudo leva batata. Achamos um restaurante muito bom e barato em Praga 3 e jantamos lá todas as noites. Compramos uma bebida local, o absinto (75% de graduação), ruim que só ele! Era a bebida preferida de Van Gogh. Agora da pra entender melhor as loucuras do Van Gogh. Pela cidade, há vários monumentos dedicados aos estudantes que morreram para derrubar o comunismo. Um deles se matou colocando fogo no próprio corpo na praça central em frente ao parlamento. Recomendo a todo comunista brasileiro visitar um pais ex-comunista e ver o atraso que foi esse regime, pregando uma falsa igualdade, que na verdade nivela a sociedade por baixo e transforma todos em escravos. E manteve-se tantos anos pela força das armas, porque se tem uma coisa que comunista adora eh exercito, arma e panfleto. Qualquer semelhança é mera coincidência....?
Não deixe de provar o cachorro quente vendido na Praça Wenceslau, é maravilhoso! E cuidado com a mostarda! Num dos lados da praça fica o Museu nacional, com sua monumental escadaria. Em frente ao museu há uma estátua de São Venceslau, de 1912. Também vale visitar, ainda na praça, o Hotel Europa, de 1906, em estilo Art Nouveau,e  a Igreja de Nossa Senhora das Neves, com sua torre do século XIV em estilo gótico. 

Para quem prefere economizar numa refeição, há um minimercado ao longo dessa mesma praça onde se vende pequenas bruschetas, no valor de 0,50 euros, mais ou menos. São uma delícia, e pode-se encontrar alguns com várias iguarias, inclusive salmão e caviar. O minimercado se chama
Lahůdky ZemarkEndereço:Václavské náměstí 42  Prague 1.

Outra dica é o Hotel Vitkov, que fica em Praga 3. Não é uma região turística, por isso o preço é mais baixo, mas as acomodações são muito boas e o trem passa na frente, em direção ao centro da cidade. São 15 minutos  até o centro, e o legal é que pode-se conhecer uma parte da cidade que é mais dos tchecos. Endereço do Hotel: Konevova 114. Do  Ruzyne Airport, pegue ônibus O 9801 em direção a Masarykovo. Em Mazarykovo, pegue o tram 9, e desça em Biskupcova. 

Há um restaurante que fica perto desse Hotel, a Pizzeria Pavaon. Se você não fizer questão de fazer uma refeição tcheca, aproveite e conheça esse pequeno restaurante italiano, com preços ótimos, bem servido e comida deliciosa! E vá sem medo, pois mesmo sendo em Praga, os pratos italianos são muito bem preparados. Fica na Rua Biscupkova, uma quadra do Hotel Vitkov. 
Se preferir um restaurante/bar mais no centro da cidade, sugiro o Kavárna Slavia, que fica na beira do rio, ao lado do teatro. Não cheguei a entrar nesse bar, mas passei na frente e achei muito legal. Os preços são mais ou menos...  


Se você gosta de ir a supermercados (como eu!!), vá ao Tesco, fica na Rua Národní, bem no centro. 


Pra quem gosta de maquiagem, a melhor opção é visitar a Sephora. Na esquina da Wenceslas Square com a Rua Jindriská, e em cima fica a H&M, uma grande loja varejista que tem em várias cidades européias. 


Atrações! 


Caminhar é a melhor forma de conhecer a cidade, percorrendo suas antigas ruelas e praças históricas. Há também metrô, ônibus e tram, que são integrados e valem para todos os transportes. Compre o bilhete nas máquinas que ficam na rua. O trajeto pode ser de 20 minutos até o Tourist ticket (1, 3 ou 5 dias). Valida-se o bilhete antes de entrar no metrôou nas máquinas dentro do tram. 


Visite o Staré Mesto, a cidade velha, e não deixe de ir ao antigo cemitério judaico. Praga é dividida em regiões, que eram cidades independentes no passado: Hradcany, a região do castelo; Malá Strana, a cidade baixa; Staré Mesto, a cidade velha, e a Nové Mesto, cidade nova. 

Staré Mesto: Na cidade velha,  a praça da república (Staromestské Námestí) é o ponto de partida, é rodeada de igrejas e casas seculares, onde aconteceram vários acontecimentos históricos. Foi declarada patrimônio Cultural da UNESCO. A prefeitura antiga (Staromestské Radnice), em estilo gótico, é onde encontra-se o relógio astronômico. No térreo há um posto de informações turísticas. Para subir a torre do relógio (70 m) paga-se 70Kc e se tem uma linda vista da cidade. Mas a atração principal nessa praça é o relógio astronômico, de 1410. Mostra a hora, dia, mês, posição da terra e lua, fase, e estação do ano (não achei quase nenhuma delas...rsrss). 



Teatro Nacional- símbolo do renascimento cultural tcheco, e sua construção começou em 1868, com projeto do arquiteto Josef Zítek. O teto do auditório é lindo, com alegorias de diversas artes. O teto do teatro é de um azul celeste cheio de estrelas, e simboliza o ponto máximo que os artistas querem alcançar. 



Karluv Most (Charles Bridge)- foi construída em 1357, tem 515 m de comprimento e 10 m de largura, e nela há 30 esculturas de santos em suas laterais, instaladas entre 1683 e 1928. A estátua mais antiga é a de São João, e a lenda diz que, quando tocada, promete dar boa sorte! Carlos IV mandou construí-la após a Ponte Judite ser destruída pela enchente. No lado da Malá Straná há duas torres, a menor é remanescente da Ponte Judite, de 1188. A mais alta é de 1464 e oferece uma bola vista da cidade. 

 

Na ponte reúnem-se pintores, músicos, ambulantes, é super movimentada e vale a pena passar lá de dia ou de noite! 

Museu do Comunismo: Na rua Príkope, 10, primeiro andar. É um museu criado em 2002, com fotos, documentos, pôsters e objetos da época do comunismo da época da Tchecoslováquia. Aborda temas como a arte da época (realismo socialista), propaganda, Exército, história. O mais engraçado é que fica ao lado (junto) ao Mac Donalds, e a entrada não é cara: 140Kc. 



Obs: A Tchecoslováquia (lembram das aulas de Estudos Sociais?) nasceu no fim da 1ª guerra, devido à semelhanças culturais e idiomáticas entre tchecos e eslovacos. Com o avanço do nazismo alemão, o governo (até então democrático) acabou sendo tomado (manipulado) por Hitler. Com o término da 2ª guerra, o país passou para o domínio soviético. Durante a década de 60, intelectuais do país lutavam por uma liberalização da política de esquerda, pregavam um "socialismo de face humana", que na verdade era contrário ao socialismo soviético, e houve uma reação pesada em cima desses intelectuais. Em 68, tanques soviéticos invadiram Praga e acabaram com esse sonho de autogovernança. Esse epidódio ficou conhecido como Primavera de Praga e vieram mais 30 anos de autoritarismo. Apenas com a queda do Muro de Berlim e o colapso da URSS, em 1989, trouxeram uma desejada autonomia, com posterior transição política e a deposição do governo comunista. Essa transição, pelo fato de ter sido pacífica, ficou conhecida como a Revolução de Veludo. Em 1992, uma leve pressão dos eslovacos fez com que a Tchecoslováquia se separasse, surgindo a República Tcheca e a Eslováquia. 


Hradcany - é a região do castelo, uma das mais bonitas da cidade. Para chegar lá, pegue o tram 22, 23 ou 9.O castelo tem ao todo 45 hectares, com igrejas, jardins, ruas, pátios, menos um castelo! Fundado no século 9, era a residência de príncipes e reis da Boêmia, e hoje é a residência do presidente. Há troca de guarda diariamente, e tem acesso livre, se paga apenas para visitar as atrações internas. O ticket mais barato custa 250 Kc, e pode-se visitar a Basílica de St. George, Old Royal Palace e Golden lane. 


Katedrála Sv Víta (St. Vitus Cathedral)  fica logo após a entrada para o castelo, trata-se de uma igreja gótica fundada em 1344 e finalizada em 1929 (!!!) Sua torre tem 100 metros de altura e 287 degraus. Dentro, pode-se ver as tumbas de alguns reis e príncipes tchecos. O primeiro arquiteto encarregado da obra foi o francês Mathieu de Arras. Após sua morte, Peter Parler assumiu o posto e concluiu a parte leste do prédio. Na Capela há relíquias e jóias da Coroa da Boêmia. O túmulo do "bom rei" Venceslau fica na Capela de São Venceslau, decorada com afrescos góticos. Há também um grande memorial a São Nepomuceno, de prata. 

Starý Královský Palác (Old Royal Palace)- construído sob um palácio romano  no século IX, refeito nos estilos gótico e renascentista, até passar por um incêndio em 1541. A atual construção é da metade do século XVIII e nele há dezenas de salas. Uma das principais é o salão Vladislau, gótico, onde os reis eram coroados. A escadaria dos Cavaleiros, que começa nnum dos cantos do salão, possui largos degraus e o teto com formas de ogivas. Essa escada permitia que os Cavaleiros chegassem ao salão montados em seus cavalos. 

Prasná Brána (Powder Tower)- é a Torre da Pólvora, que fica do lado esquerdo da Catedral. Pode-se entrar e ver as exposições sobre a defesa do Castelo. Era usada para armazenar a pólvora e para a fundição de sinos.  

ZSlatá Ulicka (Golden lane)- É a Viela Dourada, uma ruazinha logo na descida do castelo, onde os trabalhadores do castelo moravam no século XVI. O segundo andar das casas é aberto, ligando uma à outra, e hoje a maioria são lojas de souvenirs. A casa número 22 foi onde Kafka viveu e escreveu entre 1916 e 1917. Durante o século XIX a área se deteriorou e foi ocupada pela população pobre da cidade,  apenas os anos de 1950 ela foi reformada e transformaram suas casas em livrarias e lojas de cristais. 

Obs: KAFKA (Franz Kafka) foi o mais famoso escritor da República Tcheca, mas só obteve esse reconhecido depois de morto. No leito de morte, pediu a um amigo que queimasse todos os seus escritos , mas este fez o contrário e hote suas obras fazem parte da biblioteca de clássicos da literatura mundial. A leitura de sua obra Metamorfose é difícil e estranha, na minha opinião, pois ele narra fatos quase que surreais que dificilmente passariam pela nossa imaginação. Sua literatura é cheia de dor, feita para não ser bonita. 


Malá Strana- A cidade baixa é a parte menos afetada pelas transformações históricas da cidade. O bairro tem explêndidas igrejas, palácios barrocos e antigas casas com símbolos na porta. Pode-se começar a percorrer a região pela Malostranské Námestí,  (praça) onde fica a igreja de St Nicholas (Chrám Sv. Mikuláse). Costuma haver concertos no local, geralmente as 18 horas. 

Franz Kafka Museum- o Museu de Kafka fica na rua Hergetova Cihelná, numero 2 e conta a vida e obra do autor. A entrada custa 120 Kc. 

Nové Mesto- é a cidade nova. Lá fica a Casa Dançante (Tancící dum), um prédio construído em 1996 e que parece estar dançando, obra do arquiteto Frank Gehry e Vlado Milunic, arquiteto esloveno.




Bairro judeu- na idade média, os judeus viviam em uma espécie de gueto, com leis opressoras e no século XVI eles eram obrigados a usar um aírculo amarelo ans roupas. Em 1784, a discriminação ficou amis branda e o bairro recebeu o nome de Josefov (homenagem a José II, que ajudou a diminuir a discriminação). Hoje, pode-se visitar o velho cemitério e a prefeitura, além da sinagoga (Sinagoga Staronová), a mais antiga da Europa. 





2 de fevereiro de 2008

Mochilão por Dublin!

Dublin pra mim é mais que U2 (é olha que só o fato de lembrar U2 já é um tanto emocionante!). Dublin é a terra da Guiness, é um dos lugares mais legais que ja fomos, definitivamente, pena que foram só dois dias! Claro que o show do James Blunt ajudou muito, porque ficamos bem na frente do palco, há 2 metros dele!!! Um cantor lindo numa cidade linda, hehe! 


O nosso principal passeio em Dublin foi na Fábrica da Guiness, onde ficamos quase duas horas passeando pela fabrica, onde se pode ver todo o processo de  produção da cerveja. Depois fomos até a degustação... ainda bem que tem vários banheiros pelos corredores! Também ganhamos nosso diploma de apreciadores da Guiness, com foto e tudo! A Guiness Brewery fica na Market Street, fica aberta das 09:30 até as 17:00 h.


Para os que preferem o uísque, visite a Old Jameson Distillery, destilaria do famoso uísque Old Jameson. O tour dura uma hora, e no final há uma pequena degustação. Endereço: Bow Street (Ver no Google Maps).


Depois disso, fizemos um city tour pela cidade pois não teríamos tempo de andar a pé naquele dia... uma pena porque os lugares sao lindos.. e antiguissinos! Tirei uma fotinho ao lado da estátua do James Joyce, o famoso escritor irlandês. Embora ele tenha vivido fora da Irlanda a maior parte da vida, suas experiências irlandesas são essenciais para sua obra. Um de seus mais famosos livros foi Ulisses.  Arthur Guiness e  James Joyce são famosíssimos na cidade e tudo leva o nome deles.


Há um Museu com tudo sobre James Joyce que reúne materiais biográficos sobre a vida e a obra do escritor: 35 Great North George Street. A entrada custa 5 euros.  


Dublin é cortada pelo Rio  Liffey, e é banhada pelo mar. Ao norte fioca a área mais "feinha" da cidade, ao sul ficam os bairros mais charmosos. 


Chegando em Dublin, pegue o ônibus expresso (airlink) do ponto 1, logo na saída do aeroporto. Custa 6 euros e pára em vários pontos da área central. O motorista ajuda a escoher o melhor local para se descer. Também pode-se pegar o ônibus urbano 41, que custa 2 euros, que fica ao lado do airlink, mas não sei dizer a frequência de saída deles. 


Dublin não tem metrô, mas sim o chamado trem aéreo. De qualquer forma, prefira andar de ônibus, eles alcançam mais lugares turísticos do que os trens áereos, além de serem mais baratos (o passe de 1 dia custa 6 euros). Bicicletas também ajudam bastante  pra conhecer a cidade, mas não tentei fazer isso no inverno. Soube de um site que se pode alugar bicicletas: www.irishcyclehire.com, e dá pra retirar a bicileta em Dublin e devolver em outra cidade da Irlanda, por exemplo.


Visite a St. Patricks Cathedral, que é o símbolo da religiosidade irlandesa, construída no séc. V e reformada pelos normandos 4 séculos depois. Foi onde St. patrick batizou os primeiros irlandeses cristãos. 


ObsA crença popular atribui a St. Patrick o desaparecimento das cobras da ilha onde fica a Irlanda, sendo a razão de em algumas gravuras do santo ele aparecer esmagando esses animais com seu cajado Explicava a Santíssima Trindade utilizando o trevo de três folhas, e por isso o mesmo tem papel importante na cultura Irlandesa (se vê trevos por todo o lugar!).  A imagem do crucifixo era relacionada com a morte, o que tornava a conversão repulsiva à população, que a época tinham crenças celtas e veneração a Deuses "pagãos". O trevo lá é chamado Shamrock.  St. Patrick faleceu no dia 17 de Março, e por esse motivo que a famosa festividade do St. Patrick's Day é celebrada nesta data, em homenagem a ele.




Uma dica de Hotel é o Glen Guest House. Quando eles perguntarem se você quer o café da manhã completo, pense bem se você está com muita fome! Porque o café completo é um almoço e tanto, não dá pra comer tudo! Tem feijão, bacon, ovos, bife, linguiça, batatas, sem falar dos produtos triviais do café da manhã, queijo, iogurte, leite, café, pão, manteiga. Os quartos são novos, aconchegantes, e tem até cafeteira e chás em saquinhos. Os atendentes são muito atenciosos, as toalhas novinhas e fica a duas quadras da O'Connel avenue, onde facilmente se pega ônibus, até mesmo o citytour, pois é uma rua que liga o eixo sul ao eixo norte. 


Descendo a rua, na esquina, há um Pub muito legal, Oshea's Bar & Music. Depois do show do James Blunt, pegamos o táxi e estávamos indo pro Hotel, quando passamos em frente a esse pub, super animado! Tinha música ao vivo tipicamente irlandesa, e a Guiness estava com preço ótimo! Mas atenção, quando você pedir sua Guiness no bar do pub, aguarde o barman liberar seu copo, mesmo que ele deixe-o parado na sua frente. É uma espécie de ritual irlandês, já que enquanto o nitrogênio não se misturar completamente, você está proibido de beber. Obviamente não sabíamos disso e levamos uma bronca do barman, num inglês meio enrolado/bêbado. Vale a pena! Ah, e eles tem um hotel junto ao bar!


Endereço do Glen Guest House: 84 Lower Gardiner Street
Endereço do Pub Oshea's Bar & Music: 19 Talbot St.



19 de janeiro de 2008

Mochilão por Copenhagen!

Copenhagen!! Nem acredito, subi até a latitude 55! A capital da Dinamarca é linda, as pessoas são muito bonitas, e Copenhagen é uma das cidades mais belas da Escandinávia. Aqui comemos o famoso cachorro quente furado, passamos em frente ao parque Tivolli (que infelizmente está fechado devido ao inverno), vimos o Canal Nyhavn, a sereia (Then lille  Havfrue), que achei bem pobrinha, e que fica próxima ao Castelete. 
A moeda daqui é a coroa dinamarquesa, ela tem furinhos no meio, achei fofa! 

Visitamos também o Rosenborg Slot, palácio construído em 1606 como residência de verão de Cristiano IV e foi inspirado na arquitetura renascentista da Holanda. Em volta há uma linda praça com árvores plantadas em carroças, e um lago envolve o palácio. 




Duas coisas nos chamaram muito a atenção. Primeiro, havia uma grande roda de flores numa esquina, e descobrimos que uma pessoa tinha sido assassinada lá algumas semanas atrás e as pessoas fizeram um pequeno memorial com flores pra lembrar o acontecimento, que não é normal, como acontece por aqui. Se fizessem isso no Rio de Janeiro, a cidade seria um enorme jardim de flores! 


Outro acontecimento foi uma manifestação de estudantes à noite, a polícia interveio e houve tumulto e até bombas de gás. Perguntamos o que era aquilo pra uma pessoa que estava escondida no bar conosco, e ele nos disse que aquilo tinha virado moda por lá, que não era por nada.... bom, motivos sempre existem, mas não chegam nem perto dos nossos. Precisamos desse espírito crítico por aqui também, nossos estudantes acabam sempre se inserindo em partidos políticos pra se manifestarem. 


Uma vez li um comentário sobre os países da Escandinávia, que dizia que as terras nórdicas eram mesmo a Europa mais européia. Desde que conheci Copenhagem, concordo plenamente com isso.


Minha dica de Hotel em Copenhagen é o ZZZleep Hotel (isso mesmo, com 3 Z's!). Como a cidade não fica tão longe do aeroporto, fica fácil se hospedar nesse hotel. O preço é bom, já que Copenhagem (e a Escandinácia como um todo) é um pouco mais caro que os países europeus. Mas o Hotel é muito confortável, novo, o café da manhã é completo, com várias opções de geléias e patês, tem banheiro no quarto e internet grátis na recepção. 

As obras arquitetônicas recentes atestam a riqueza da produção arquitetônica dinamarquesa. Essas obras são especialmente valorizadas nesse momento em que a economia do país enfrenta uma certa crise – pequena para nossos parâmetros, mas não para os parâmetros dinamarqueses, que sentiram o seu quase perfeito sistema de seguridade social abalar-se quando da crise econômica mundial, enquanto a Noruega, rica com seu petróleo e, ao mesmo tempo, investindo em tantas áreas, como na arquitetura.
Visitamos a Opera de Copenhagen, que fica do outro lado do canal. Linda, à noite! Terminada em 2005, foi projetada por Henning Larse

Sobre Copenhagen:
Maior e mais importante cidade da Dinamarca. Copenhagen (Köpenhamn em sueco), quer dizer "porto da compra"). O inglês é o segundo idioma do país e são poucos os que não o falam. 

O alfabeto dinamarquês tem três letras a mais que o nosso: Æ - æ,  Ø - ø ,  Å - å. Para Æ, lê-se  um "é". O som de Ø é similar a "ã", e o å lê-se como um O aberto, "ó". 

A imigração no aeroporto não apresenta maiores problemas, e não é necessário visto para turistas que ficam até 3 meses. 

A Moeda do país é o kroner (Kr, coroa dinamarquesa), e 1 euro equivale a mais ou menos 7,45 Kr. A Dinamarca não é um país tão caro quanto os outros países escandinavos. 

Alimentação e Hospedagem: 
É possível conseguir bons preços em albergues e algumas pechinchas para alimentação. Minha dica é o cachorro-quente da cidade, que tem uma forma curiosa de usar a salsicha: eles fazem um furo no pão e enfiam a salsicha por dentro. Não deixe provar a Carlsberg, a cerveja da cidade. Como dizia um anúncio no centro da cidade "Carlsberg: provavelmente a melhor cerveja da cidade". Isto porque é a única fabricada lá! Mas acredite, beeem melhor que a nossa Skol. 

Pequeno dicionário:

oi- Hej
Tchau- Farvel
Por favor- Må jeg bede
Obrigado- Tak
Desculpe- Undskyld
Farmácia- apotek
Mapa- landkort
Trem- tog
Albergue- Vandrerhjem
Bicicleta- cykel
Onde fica..?- Hvor er..?

Cuidado! Em percursos de trem pode-se entrar em um ferry, já que Copenhagem está em uma ilha. Nesse momento, pode-se sair do trem para passear pelo convés, ver o mar... e quando você voltar, preste atenção pra não entrar no vagão errado e parar em outro lado do país (ou outro país!). 

Atrações:

Sereia- não vá com muita expectativa para não se frustrar (experiência própria!). Aproveite a caminhada ao longo da avenida até chegar a este pequeno monumento: uma sereia esculpida em cima de uma pedra, dentro da água. Foi sculpida por Edward Eriksen, em 1913. Para fazer a imagem desta tranqüila sereia, sentada sobre uma rocha, o artista inspirou-se no famoso conto de Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês considerado o pai da literatura infantil. Entre suas obras mais conhecidas estão O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, O Rouxinol do Imperador, e claro, A Pequena Sereia.

Tivoli- parque de diversões fundado em 1843 com teatro infantil e até concertos de rock. Infelizmente não abre no inverno. A entrada custa 85Kr. 

Rosenborg Slot (Palácio Rosenborg)- Fica perto da estação Nørreport, foi construído em 1577 como residência de campo  por Christian IV, e expandido em 1624 e transformado em um castelo renascentista. Pode-se conhecer a coleção real dinamarquesa de interiores: tapeçarias, retratos e o tesouro real e as jóias. O castelo fica no meio dos jardins mais antigos da Dinamarca. 

Christianborg Palace- fica na ilha de Slotsholmer, é uma palácio neobarroco. É a casa do parlamento e a sede do Governo nacional.

Dansk Jodisk Museum- é o Museu judaico dinamarquês, trata a história dos judeus na Dinamarca durante quatro séculos. Fica na Proviantpassagen, 6, na Royal Library, e a entrada custa 40 Kr.

Charlottenborg- é a Academia Real de Belas Artes, que fica ao lado do Royal Theater. A Academia tem sempre exposições de arte contemporânea, e o teatro é a sede do ballet real dinamarquês. 



Mochilão por Berlin!



É a segunda vez que venho a Berlin, assim como Amsterdam, mas confesso que prefiro Berlin, pois é aqui que encontramos uma riqueza histórica enorme, e eu amo história! Dessa vez, acompanhada do meu amore, pude visitar o local onde ainda há sobras do muro, assim como o Monumento ao Holocausto, o Museu Checkpoint Charlie (que retrata a história do muro e as várias situações em que as pessoas tentavam fugir do lado soviético para o lado ocidental), o Reich, palácio do governo e o local onde era a chancelaria de Hitler. 



O Monumento ao Holocausto foi projetado por Peter Eisenman Construído entre 2003 e 2005 , são 2.711 blocos pretos de concreto e é possível caminhar-se entre eles, com piso irregular para dar a sensação de desequilíbrio. Com certeza, uma sensação verídica, pois trata-se de uma parte da história onde não se pode ver nenhum resquício de equilíbrio emocional por parte dos nazistas.  No centro dos blocos existe um museu subterrâneo com fotos, filmes e documentos ligados ao Holocausto. A Sala dos Nomes das Vítimas (com informações sobre data de nascimento e morte) é emocionante,  sendo impossível  ler todos os nomes e biografias, pois levaria-se aproximadamente 6 anos, 7 meses e 27 dias. 

O local onde ficava a Chancelaria de Hitler está totalmente esquecido, ficou apenas uma placa que o identifica, mas sem grandes informações, pois o objetivo é esquecer para não virar um local de peregrinação neo nazista. Adolph Hitler e Eva Braun passaram seus últimos dias ali, e é também onde se suicidaram. É a única referência ao local, pois o bunker em si está abaixo do estacionamento de prédios residenciais.


O mais interessante é a catedral destruída na Segunda Guerra que hoje é um memorial, algo que ninguém consegue ver sem sentir uma emoção grande, pois é a marca viva da história triste da Alemanha. A igreja Memorial do Imperador Guilherme (Kaiser-Wilhelm- Gedächtniskircheteve uma parte da torre poupada dos bombardeios ingleses e a população da cidade na época votou por sua manutenção como marco histórico. Foi construída no local uma nova igreja e o complexo foi adquirindo cada vez mais um significado político. 


Também conhecemos o Rio Spree, que banha Berlin. 
Um local muito legal de se conhecer é a Torre da TV, que fica na Alexanderplatz. Há um restaurante giratório e um observatório, no centro da esfera. O restaurante gira uma vez a cada 20 minutos. Foi inaugurada no dia 3 de Setembro de 1926 na ocasião da 3ª Grande Exibição Alemã de Radio e hoje é um patrimônio tombado.



Em Berlin, sugiro o Hotel-Pension Parisier Eck, que fica no lado ocidental da cidade. O mais legal desse hotel são os quartos com o box e pia dentro do próprio quarto, nunca tinha visto e achei o máximo! O sanitário não fica dentro do quarto, é a única desvantagem. O prédio do hotel é antigo, mas as acomodações são muito boas, com paredes coloridas e bem alegres. O café da manhã é muito, muito bom! Não deixe de provar os iogurtes, até hoje lembro! Um café bem servido e com variedade. Fica na região da Catedral que comentei acima (Kaiser-Wilhelm- Gedächtniskirche), fácil de ir para qualquer lugar da cidade. Endereço: Pariser Str. 19


Dicionário rápido:
Oi- Hallo
Tchau- Tschuss
Por favor- Bitte
Obrigado- Danke
Onde fica...?- Wo ist...?
Socorro- Hilfe
Rua- Strasse
Trem- Zug
Praça- platz
Mapa- Karte
Dinheiro- Geld
Água- wasser


Metrô
Há dois tipos de metrô em berlim, o S-Bahn (S), que é de superfície; e o U-Bahn (U), que é o subterrâneo. A passagem é comprada nas máquinas automáticas e valida ANTES de entrar no vagão. 


Aeroportos:


São três: o Tegel, de maior movimento, de onde chega os vôos vindos do Brasil, por exemplo. O Tempelhof, no sul da cidade, atende companhias que vem principalmente da Europa Oriental e algumas empresas aéreas de baixo custo; e o Schonefeld, que atende basicamente empresas aéreas de baixo custo com Ryanair e Easyjet, e fica a 20 Km do centro. 


Lado oriental da cidade: 
Ainda podemos ver o tram, ou o Strassenbahn, o bonde elétrico. São bondes mais simples. O ticket é comprado dentro do tram e valida lá dentro também. Cuidado com a fiscalização, eles andam à paisana! Particularmente gostei de visitar esse lado da cidade, pois ainda há traços da época comunista e até mesmo as pessoas que frequentam esses trens são um pouco diferentes das demais. Os hotéis desse lado também são um pouco mais simples, pra não dizer velhos, mas ao mesmo tempo mais baratos. 
O lado oriental da cidade é onde vemos o Portal de Brandenbourg de frente, ou melhor, a vista onde vê-se os cavalos de frente. Sua construção foi ordenada pelo rei Friedrich Wilhelm II e executada pelo arquitecto Carl Gotthard Langhans. 


Atrações:


Pariser Platz- é o coração da cidade, e foi a divisa entre o lado oriental e ocidental. Saindo da estação Under den Linden, vê-se o portal de Brandemburgo, o Memorial de Guerra soviético e o Parlamento, além da rua Under den Linden. 


Alexanderplatz- é o centro do lado oriental, e foi bombardeado pelos aliados durante a segunda guerra. Lá fica a torre de televisão, a Fernsehturm, construída entre 1965 e 19696 pela RDA (república Democrática Alemã). Tem 368 metros e você pode pegar o elevador e ir até o restaurante giratório do alto (gira a cada 20 minutos). A subida dura 40 segundos!


Rua Under den Linden- essa rua foi construída em 1647 para ligar o castelo ao parque Tiergarten. Se você for até lá caminhando (saindo da Alexanderplastz) passará por vários prédios históricos como o teatro rococó Deutsche Staatsoper  e a Bebelplatz (onde os nazistas queimaram os livros em 1933). 


Ebertstrasse- onde fica o Memorial aos Judeus mortos na Europa, inaugurado em 2005. São vários blocos de concreto com alturas diferentes e com o piso em alturas diferentes, dando a sensação de trsiteza e de estar perdido. 


Potsdamer Platz- é a região "morta" antes da queda do muro de Berlim, a região neutra, que não pertencia a nenhum dos dois lados. Hoje é uma rua moderníssima (ou melhor, super contemporânea!) com lojas, cafés e cinemas.  Perttinho dali fica o Checkpoint Charlie, na rua Friedrichstrasse, 43. O Museu fala da história do Muro de Berlim no Checkpoint Charlie, o ponto de passagem entre os dois lados. Há fotos, pôsters filmes e documentários, principalmente sobre as tentaticas de fuga das pessoas. Também é lá que pode-se encontrar um pedaço do Muro, com stands com textos e história.