VIAJAR É PRECISO

VIAJAR É PRECISO

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio pra desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores ou doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."

Translate

25 de fevereiro de 2013

Mochilão em NY!

           Nunca tive vontade de conhecer os Estados Unidos. Talvez isso tenha acontecido puramente por preconceito, por uma imagem americana construída ao longo dos anos que eu não conseguia mudar. Mas não há nada que uma passagem aérea barata não resolva, já que a ideia era ir para Amsterdam. Em uma das minhas procuras incessantes na internet por uma passagem aérea barata, achei um vôo da Delta que saía do Brasil para Amsterdam, fazendo escala nos Estados Unidos. Ida e volta com escala, foi aí que pensei: "é agora ou nunca!". Não compraria uma passagem para lá, mas se eu pudesse visitar por uns dias pra conhecer, quem sabe mudaria de opinião. Essa foi a chance. 

          Nossa ida foi por Detroit, e depois de tantos conselhos que diziam para não sairmos do aeroporto, acabamos esperando o vôo para Amsterdam lá no aeroporto mesmo. Foram algumas horas que aproveitamos pra dormir e conhecer as lojinhas do aeroporto, além de passear no trem áereo pelos terminais do aeroporto (shuttle). Não vou mentir que não seja cansativo fazer esses trajetos, já que leva quase o dobro do tempo pra chegar no destino final, Amsterdam. Mas pensei mesmo no retorno, quando pegaríamos o vôo em Amsterdam e ficaríamos 4 dias inteiros em New York, pra só depois voltarmos para o Brasil. 
Bom, se você é do tipo que gosta dos Estados Unidos por causa das compras, acho que esse post não será tão útil. Claro que procurei informações antes da viagem sobre as lojas e outlets, mas preferi deixar a viagem mais light e não focar nesse ponto. As poucas compras que fiz foram lugares que entrei sem querer, ou que parei pra olhar a vitrine. Não comprei itens de marca, mas andei pela cidade com um olhar mais sensível, pois afinal eu queria mudar um pouco a imagem anti americana que havia construído. Outro ponto importante era não ficar comparando com os lugares que eu conhecia na Europa, pois são culturas diferentes. 
          O Hotel que escolhemos fica há 2 quadras do Trump Tower: Radio City Apartments.  Na verdade é um Apart Hotel, e no quarto há uma pequena cozinha, banheiro e cama, tudo o que precisaríamos nestes 4 dias. O preço não era alto e as instalações são simples, mas confortáveis e limpas. 
Na região do hotel ficam vários pontos turísticos, os mais básicos, e dali nos deslocamos através de um shuttle (ônibus de passeio com várias paradas, você desce e depois pode pegar novamente pra ir recorrendo a cidade). Compramos através do site da empresa e não tivemos problema nenhum para pegar os bilhetes quando chegamos. 


          Ali pertinho fica a Times Square, e visitá-la à noite foi surpreendente, pois "a noite vira dia!". São tantas luzes, logos, cores e telões por toda parte. Caminhamos bastante pela cidade, descemos no Central Park, sentamos nos banquinhos do parque e tiramos fotos dos esquilos



          Em frente ao Central Park fica o Museu Solomon Guggenheim,pra mim um dos projetos mais impressionantes de Frank Lloyd Wright. A visita ao Museu é legal, mas o principal é ver a construção, de 1959, e sua rampa ao longo do prédio circular. 
             Solomon Guggenheim era um colecionador de arte e empresário, e no começo dos anos 1940, Frank Lloyd Wright é encarregado pelo empresário de projetar um museu parahospedar importantes coleções de arte contemporânea.  As ideias iniciais sempre se basearam numa espiral, nas formas orgânicas que pode ser visto nas rampas. No topo, uma ampla clarabóia ilumina todo o edifício, e serve como tema para exposições aéreas. O passeio dos visitantes se dá em torno da sua rampa, que vai dividindo as salas de acordo com cada exposição.  

          O edifício foi finalizado pouco depois da morte de Frank Lloyd, e sofreu algumas transformações com o tempo,  principalmente nas obras de reparo de 1992. A construção começou em 1956, e terminou 3 anos depois.

        Quando criticado sobre a dificuldade de expôr obras em  paredes curvas, Frank Lloyd teve uma resposta imediata: “Cortem as pinturas ao meio!”

            Outro passeio legal foi visitar a Sede da ONU. A Torre de 38 andares que acolhe a sede da ONU na parte oriental da ilha de Manhatan começou sua construção em 1947 e foi concluída em 1952. Seu projeto teve a participação de outros arquietos, como Le Corbusier, mas foi principalemtne Oscar Niemeyer que colocou seus traços modernistas no Edifício Sede da ONU.

                O sucesso do pavilhão do Brasil na feira mundial de Nova York, em 1939, e os elogios dos críticos determinaram, segundo Lucio Costa, o lançamento mundial de Oscar Niemeyer. Logo após a Segunda Guerra, Niemeyer já era uma figura relevante no contexto latino-americano.  Quando foi decidida a instalação da sede da ONU em Nova York, em um terreno adquirido e doado por Nelson Rockefeller, formou-se, em 1947, um comitê internacional de arquitetos de diferentes países que se interessou em convidar Niemeyer. 

          O relacionamento de Niemeyer com Le Corbusier não foi fácil. Niemeyer já não era o jovem discípulo, como no projeto para o Ministério da Educação e Saúde, no Rio. Ainda mais que Corbusier desejava obter a autoria da sede da ONU, com sua forma pura, contrário dos  arranha-céus nova-iorquinos. Mas a proposta de Le Corbusier não satisfez o comitê, e solicitaram a Niemeyer que mostrasse sua proposta. No final, juntaram as duas propostas em uma solução intermediária.






 
 


          Não deixe de visitar o Highline ParkO elevado foi construído em 1930, era um projeto que tinha como objetivo remover trens perigosos das ruas mais movimentadas do distrito industrial de Manhattan. Os trens pararam de transitar pela área em 1980. Logo em seguida, foi formado o grupo Friends of the High Line, para evitar a demolição da estrutura. Eles formaram uma parceria com a cidade de Nova York para manter o elevado como um parque público. Foi em 1999 que o Friends of the High Line interferiu na demolição, e em 2002 a cidade autorizou a reutilização do High Line e lançou um concurso para o envio de projetos de revitalização. Participaram 720 equipes de 36 países.  





13 de fevereiro de 2013

Mochilão em Budapeste!

"O húngaro é a única língua que o Diabo respeita!" Essa frase era a única coisa familiar em Budapeste, frase essa tirada do livro de Chico Buarque. A cidade toda era um grande mistério para nós. Não sabíamos ao certo o que iriamos encontrar além dos cartões postais que qualquer guia de bolso traz, e além da incompreensível língua húngara. O que encontramos foi uma cidade linda, com um ar de metrópole sem perder o encanto de cidade pequena, um povo atencioso e educado, uma cidade segura e cheia de cantos para se descobrir. Uma cidade para se caminhar, tomar um bom café, bater excelentes fotos e se admirar a cada novo olhar pra os cartões postais espalhados pela cidade. 

Na busca por um hotel, ainda no Brasil, descobrimos que a cidade oferece inúmeras opções e preços. Decidimos ficar no bairro do Parlamento pois é perto do centro, do rio Danúbio e do castelo, enfim, perto de tudo. Achamos um hotel bem diferente. Ao invés de um hotel com recepção, corredor, restaurante; alugamos um apartamento duplex no interior de um dos inúmeros prédios de apartamento do fim do século XIX. Quando se entra no pátio interno do prédio parece que estamos em um filme da época da União Soviética. Mas é só a primeira impressão, pois por dentro o apartamento é novo e cheio de modernidades e praticidades. O Hotel chama-se Art Design Studio e tem sua "recepção" na rua Akademia Utica, mas os apartamentos são na Rua Nádor. A reserva pode ser feita diretamente com o Hotel com a Carlotta -uma anfitriã italiana muito simpática e prestativa- pelo e-mail (artdesignstudio@hungary.org), ou pelo site  ou pelo booking.com (http://www.booking.com/hotel/hu/art-amp-design-studio.en.html).

Rio Danúbio: Lembra daquela valsa chamada Danúbio Azul? Bem, se você quiser ver o azul do rio vai ter que ir a Viena. Em Budapeste o Danúbio é turvo. Mas isso não tira o encanto e a beleza do rio que guarda as paisagens mais bonitas e impressionantes da cidade. As várias pontes que cruzam o rio são, cada uma um monumento à engenharia e ao senso de estética do lugar.

Pontes: Não tem como não começar falando da Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchid). Essa ponte deve o nome pelo método construtivo usado para na sua feiturafeitura (o mesmo modelo usado mais tarde na Ponte Hercílio Luz em Florianópolis). passamos muitas vezes por essa ponte e a cada vez o cenário se mostrava diferente e belo. A outra ponte icônica é a Ponte Elizabeth. Essa ponte é comtemporânea e recria os traços da primeira ponte ligando Buda a Peste, destruida na segunda guerra mundial. A ponte do mercado municipal e da termas de Gellert é uma magnífica construção em aço treliçado, chama-se Szabadság. Por fim, a ponte mais ao norte da região central passa pela ilha Margarida e chama-se Margit.

Onde estou? Como você deve saber Budapeste é a junção de duas cidades. Para não se perder vamos à aula de geografia: Buda é onde fica o monte Gellert, o castelo, a cidadela, o túnel. Obuda é abaixo das termas Gellert, nas ruínas Romanas. Peste é o centro, o mercado municipal e o parlamento, a parte comercial da cidade, com várias lojas, galerias, um centro repleto de feirinhas, lojinhas... Buda fica com a principal atração turística da cidade, o Castelo. É uma área residencial, com prédio e casas históricas. 



Castelo de Budapeste: a subida até o Castelo de Budapeste pode ser feita a pé ou com o Funicular. Recomendo o Funicular pela magnífica vista que se tem da cidade em meio minuto de subida. É claro que lá de cima também pode-se apreciar a vista, mas a inclinação (quase 45º) da subida ajuda a apreciar ainda mais. 
Geralmente as pessoas chegam e começam a apreciar o castelo e todo o entorno que se mostra, como a vila medieval de Buda. No meu caso, o piso foi o que me chamou a atenção, fiquei impressionada com o desenho das pedras e com a perfeição do encaixe.


Continuando o passeio pelo Castelo, há várias atrações por lá, e o ideal é levar um mapinha pra percorrer toda a área. Na recepção do funicular eles entregam um desses. 

Parlamento - À beira do Danúbio, no lado Pest, você verá um belo edifício neogótico do século XIX, pra mim o mais lindo cartão-postal da cidade. Sede da Assembléia Nacional, tem 691 salas, 268 metros de comprimento e uma cúpula de 96 metros de altura. É o maior edifício do país e vale uma fotografia de qualquer ângulo, principalmente do outro lado do rio, à noite. A visita pode ser feita das 8h às 18 horas (no inverno das 8 às 16 horas), mas o ideal é comprar a entrada com antecedência pois há um número máximo de visitantes por dia. Nos sábados das 8h às 16h e domingos das 8h às 14h. Os tickets podem ser comprados no Museu da Etnografia ou no site http://www.jegymester.hu/eng/PlaceInfo/480000/Parlament_blank, e tem horários específicos para a venda: Segundas das 08:00 às 11:00 horas, outros dias das 08:00 às 18:00 horas.
Os preços: 

Ticket adulto para cidadãos não europeus: 3500 HUF
Ticket adulto para cidadãos europeus: 1750 HUF
Ticket para cidadãos europeus menores de 18 anos: 875 HUF
Ticket para cidadãos não europeus menores de 18 anos: 1750 HUF 
Crianças abaixo de 6 anos: ticket livre.

As visitas guiadas podem ser feitas em vários idiomas, mas cada um deles tem horários específicos: 
 

Mercado Central - O arquiteto Gustaf Eiffel, o mesmo da torre de Paris, criou o edifício do Mercado Central de Budapeste, que fica pertinho da Chain Bridge (Széchenyi). Indico ir almoçar no mercado, passear pelas suas feirinhas e circular por esse belo exemplar arquitetônico, onde húngaros fazem suas compras de frutas, verduras, carnes, salames e condimentos. O mercado é limpo e a variedade de  pimentões (verdes, brancos, vermelhos, alaranjados, longos, curtos, redondos, pontudos doces e picantes) é fantástica. Muita páprica, inclusive algumas pequenas em saquinhos pra trazer de lembrança. No andar superior, há quiosques de artesanato com artigos de couro, bordados e bonequinhas típicas, além de alguns restaurantes de especialidades locais.

Avenida Andrassy - uma das mais belas ruas da cidade, um conjunto arquitetônico homogêneo do final do século 19 e patrimônio da Unesco. Com vilas e mansões neo renascentistas, muitas delas sedes de embaixada, a Andrassy tem jeito de Champs Elysées de Budapeste e é também a rua das grifes internacionais e das botiques de luxo. É nela também que fica a Ópera Nacional. A rua tem 2,5 km e termina na Praça dos Heróis, com seu imponente Monumento do Milênio, construído para celebrar os mil anos da pátria húngara. Nessa praça também fica o Museu de Belas Artes. Atrás da praça fica o maior parque da cidade, o Városliget (literalmente "Parque da Cidade") este sim, imperdível. No parque há também um zoológico, um parque de diversões e também a maior das termas de Budapeste, a Széchenyi.
 



13 de fevereiro de 2012

Mochilão em Beaune!


   
   Beaune é a jóia da Borgonha, é a principal cidade para quem quer fazer um passeio pela região vinícola da região da Bourgogne, também chamada de Côte d'Or. Até o século XV foi um ducado, quando então foi incorporado à França , durante o reinado de Luis XV. Dos monges, herdou-se a arte da produção de vinhos. 
   Sabe aquela imagem de um francês sentado bebendo vinho e comendo variados tipos de queijos? Provavelmente ele está na Borgonha, e talvez em Beaune, sentado em algum dos vários restaurantes premiados Michelin ou em um dos vários cafés com degustação de vinhos. Aliado a isso, imagine o que há de mais bonito da arquitetura. Esse circuito enogastronômico vale uma visita com calma, sem pressa de recorrer pontos turísticos. É daqueles passeios que fazem a gente diminuir o ritmo, apreciar a vista e tirar fotos demoradamente. Um bom roteiro é partir de Dijon e se estender até Vézelay. Alguns trechos podem ser percorridos de carro, em meio aos vinhedos da famosa Route des Grands Crus - onde são produzidos alguns dos melhores vinhos da França, e do mundo, como o caríssimo Romanée-Conti - ou de bicicleta pelas paisagens da Voie des Vignes, nos arredores de Beaune, visitando châteaux, caves e vilarejos. Saindo de Dijon de carro, a Route des Grands Crus se estende por 80 quilômetros até Santenay. Beaune fica no meio do caminho. 
     Pinot Noir e Chardonnay são as principais castas que resumem os vinhos da Borgonha- as duas uvas respondem por mais de 80% da produção na região. É ao longo da Route des Grands Crus que elas são cultivadas. Isso inclui o Romanée-Conti, Grand Cru produzido em Vosne, o mais caro de todos. As quatro apelações da região - Grand Cru, Premier Cru, AOC Comunal e AOC Régional- podem ser degustadas em um dos passeios nas várias caves da cidade. A apelação mostra exatamente em que terroir cada vinho é produzido.

Atrações em Beaune: 

- Hospices de Beaune
- Musee du Vin de Bourgogne
- Marche aux Vins


     Em Beaune, nos hospedamos em um dos mais interessantes hotéis que já conheci, Hotel Abbaye de MaiziéresDigo isso pois trata-se de uma antiga abadia do século XII, bem no centro histórico da cidade. Os quartos são decorados com mobiliário antigo (antigo, não velho!) . Tem Wi-fi gratuito e o restaurante é ótimo, serve comida tradicional francesa. Fica pertinho da Basílica de Notre-Dame. 
 Mapa da cidade 

10 de fevereiro de 2012

Mochilão em Reims!


      A região de Champagne chama a atenção e desperta o gosto por viagens voltadas à gastronomia e, neste caso, ao champagne. Há duas cidades principais na "Route du Champagne": Reims e Epernay

8 de fevereiro de 2012

Mochilão em Londres!

Londres inspira qualquer viajante. Eu sempre achei que iria me perder pela cidade, que acabaria não aproveitando o passeio porque a cidade é grande demais e acabaria conhecendo muito pouca coisa. Por isso ficamos 4 dias por lá... e afirmo: é pouco! Londres pede mais e mais!
Há mais coisas do que os pontos turísticos essenciais que a gente sempre quis conhecer... London Eye, Palácio de Buckingham, Tower of London, Tower Bridge, Big Ben, Parliament, Saint Paul´s Cathedral, Westminster Cathedral... Isso tudo conhecemos nos nossos 4 dias. Foi difícil ir além desses pontos, e nos arrependemos muito de não ter alongado nossa estadia por lá, por pelo menos mais 2 ou 3 dias. Londres é fascinante!

No dia que chegamos a Londres, estava acontecendo a festividade da troca da guarda da Rainha, que acontece a cada dois dias. Assistimos a troca da guarda em frente ao Palácio, é muito bonito. De lá, fomos caminhando até o Big Ben pela Ponte Waterloo, que tem uma das vistas mais bonitas da cidade, e merece fotos! No fim da tarde fomos na London Eye, a roda gigante com 135 metros de altura que oferece uma linda vista da cidade. Com design e obra do arquiteto Marks Barfield, pode-se comprar o ticket com antecedência pra evitar filas aqui:

http://www.londoneye.com/TicketsAndPrices/Tickets/Default.aspx

Todos esses pontos turísticos são facilmente encontrados em guias turísticos, por isso não vou me alongar descrevendo-os.


Para melhorar a logística, preferimos pegar um city tour, aqueles ônibus que fazem o roteiro turístico pela cidade, assim pudemos descer no ponto onde queríamos conhecer e subir novamente para irmos até o próximo. Preferimos o Big Bus Tour, e acho que os tickets podem ser comprados com antecedência, pela internet. A cada 15 minutos passa um ônibus, fácil e rápido, ao contrário de New York. 

Também caminhamos muito, muito mesmo, e posso dizer que conhecemos mais do clima londrino, das pessoas, dos cafés, do que dos pontos turísticos. Passeamos pelo St. James Park, onde há um belo lago (congelado!) e caminhos onde é possível ver esquilos pelas árvores, que vêm até você, bem pertinho. 
 
Vimos a construção da The Shard, de Renzo Piano; caminhamos ao lado de duas obras de Norman Foster, a Torre Swiss Re e a Prefeitura. Passamo de ônibus pela Ponte de Londres e ficamos uma tarde na Torre de Londres, o magnífico castelo medieval à beira do Tâmisa, que além do grande acervo de armas e armaduras dos Reis, tem o quarto real preservado e durante todo o passeio há artistas representando personagens históricos em um teatro em meio aos visitantes. 
  

Por nossas andanças, achamos com muito custo a Temple Church, Igreja sede dos Templários (lembram do filme O Código Da Vinci?). Nessa Igreja podemos ver os cavaleiros templários que estão enterrados lá, com suas figuras esculpidas em pedra, no piso da Igreja. Olhe pra cima e admire-se com a beleza do Domo! Bom, vale uma explicação pra ajudar os que quiserem conhecer: há um ponto de ônibus (do Big Bus) quase em frente à Corte de Justiça Real- Royal Courts of Justice. Vá em frente pela Rua Strand A4, pela direita, caminhando em direção à Corte de Justiça. Quando chegar na esquina da Rua Chancery, entre em uma porta de madeira à direita (a Rua Chancery vai estar à sua esquerda). Você vai entrar em um estreito caminho ladeado de prédios, e após uns 500 emtros, verá a porta da Temple Church, à sua esquerda. Se voc6e se perder, pergunte procure o YE-OLD COCK TAVERN, eles sabem onde fica e ppodem ajudar. 
   
 

Posso dizer que adorei a Oxford Street, mais pelo movimento, mas também pelo preço das lojas dessa rua. Pra chegar lá, resolvemos ir a pé, foi uma caminhada e tanto, circundando o Hyde Park. Nesse parque fica a casa onde morou a Princesa Diana (Kensington Palace), e a Rainha Vitória, em sua juventude. Não paramos para conhecer, fica pra próxima. Na Oxford Street há uma grande galeria de lojas, West One, com vários pavimentos, dentre outros. Dê uma volta, mas não perca a noção do tempo por lá, como eu!
  
Trafalgar Square é um ponto turístico obrigatório, mas infelizmente não conseguimos visitar. 


A forma mais barata de comer em Londres é pedir pelo Fish and chips, o tradicional peixe empanado com batata frita e salada. Baratinho, e gostoso. Comemos um na Belvedere Rd, perto da London Eye. Era uma restaurante indiano, com ótimos preços. 
 
  

6 de fevereiro de 2012

Mochilão em Tromsø!




Se buscarmos Tromsø no Google Maps, dá até medo, pois é quase o fim do mundo!! Mas Tromso não parece em nada com o fim do mundo (pelo menos na ideia que eu tenho de fim do mundo!). Aceitamos o desafio de buscar as Luzes do Norte, ou como chamamos por aqui, a Aurora Boreal.

2 de fevereiro de 2012

Mochilão em Veneza!

Veneza é uma das cidades mais visitadas do mundo! São 14 milhões de pessoas por ano, e agora consegui decobrir o porquê desse número. Veneza é diferente de tudo, de todos os lugares turísticos e nao turisticos. E uma cidade que vive uma condição única, que é a de não ter carros, e de as pessoas terem de se locomover a pé ou de barco.

29 de janeiro de 2012

Mochilao em Barcelona!!

Barcelona tem tantas coisas para se fazer que é difícil saber quantos dias são necessários para aproveitar a cidade. Assim como Paris, é uma cidade que te dá vontade de voltar, porque sempre vai faltar algum ponto ou algum detalhe que a gente deveria ter visitado.

Ficamos hospedados próximo da Praça da Cataluña, na rambla. Andar pela rambla é um programa que não pode faltar na viagem!  Há várias barraquinhas vendendo de tudo um pouco, mas principalmente torrones. De vários sabores, são incríveis!


Descendo a rambla, à esquerda fica o Bairro Gótico. Esse bairro é ideal pra você se perder por suas vielas medievais e encontrar sempre uma grata surpresa, seja uma loja de antiguidades, de arte, ou bons restaurantes e bares. Lá, encontramos uma pizzaria que vendia pedaços generosos e saborosos de pizza por 2,95 euros. E de quebra, tomamos sangria, a deles foi uma das melhores de Barcelona! Chama-se Pizzaria e Focacceria Toscana, na Calle de Ferran, perto da Praça de San Jaume.

Além dessa, há uma loja com tudo que você possa imaginar de criativo, desde cartões postais em 3D até relógios e caixas de músicas super diferentes! É a Art Montfalcon, que fica na Calle Boters, 4. 

Do aeroporto El Prat até a cidade é possível pegar um ônibus chamado Aerobus, que custa 5,50 euros, e pára na Praça da Espanha e na Praça da Cataluna, basicamente. O sistema de metrô é muito eficiente e liga a cidade em todas as direções. A cidade é segura, mas claro, não bobeie, principalmente no Bairro Gótico. Li alguns blogs falando que não é bom ficar nesse bairro, mas sinceramente não vi problema. Andamos inclusive à noite por lá, estava cheio de turistas e havia bastante policiamento. Claro que não é bom ficar até alta horas na rua, como em qualquer lugar! 
Os táxis não são tão caros como em alguns outros países europeus, se for necessário pegar um (como por exemplo para não arriscar perder um voo), use o serviço. 

No Bairro Gótico fica a Catedral, construída no séc. XIV, um dos maiores exemplos da arte gótica catalã. Na frente da Catedral havia uma exposição de carros antigos, mas há exposições acontecendo por lá o tempo todo. Junto à Catedral há vários prédios medievais, atrás dela fica o Palácio Real antigo, onde há muralhas da era romana. As melhores compras ficam nesse bairro, aproveite pra andar e admirar. Se encontrar uma loja Desigual, entre! É cara, mas vale a visita. Se está procurando por presuntos defumados, até o famoso Pata Negra, o Bairro Gótico tem opções para comprar ou para degustar no local.


A Praça da Cataluña tem lindos chafarizes, é um local muito bonito e agradável para passear. Essa praça é ladeada por grandes redes de lojas como H&M e El Cort Ingles. Descendo a Rambla, em direção ao mar, chega-se ao Monumento a Cristóvão Colombo, onde há uma grande coluna com sua estátua ao alto, apontando para a América. É possível subir de elevador até o alto.

A partir dali, começa o Port Vell, um antigo porto que foi remodelado para a Olimpíada de 92 e sua revitalização deu novos ares ao local, muito bonito para tirar fotos e caminhar até o Shopping Mare Magnum. Nesse Shopping, você pode fazer um programa legal: disputar uma das mesinhas com poltronas do Starbucks, de frente para a baía, com vista para o Montjuic  e o World Trade Center de Barcelona. Repare nas bóias com desenhos humanos, bem original!

No Port Vell há também uma caravela de 1492 que é a réplica da primeira que deu a volta ao mundo. No Port Vell e na Praça da Cataluña se pode alugar bicicletas para andar por Barcelona. Informe-se no www.barcelonarentabike.com.

Do Port Vell, pode-se pegar um teleférico (chamado de Funicular de Montjuic) até o Monjuic. No inverno, há períodos em que ele fica fechado, mas a maior parte do ano está funcionando. Sugiro pegar o teleférico, pois a caminhada até o alto do Monjuic é realmente cansativa (experiência própria, e terrível). Rendeu um pé inflamado e alguns dias de medicação. Para chegar ao teleférico, pegue o metrô L2 ou L3, ou o ônibus 50, 55, ou 193. Qualquer informação pode ser conseguida no e-mail teleferic@tmb.cat, ou aqui: http://viewat.org/?i=pt&id_pn=3154&sec=pn

E o Montjuic!?!?! Lindo, de lá pode-se ver toda Barcelona. Na subida, mesmo de teleférico, há estações que se pode parat e caminhar em volta, há parques e inclusive um restaurante panorâmico. A Fortaleza no alto da montanha é enorme, e de lá se vê o horizonte com algumas vistas lindas da cidade. No Montjuic há também o complexo da Olimpíada de 92, que pode ser visitado.

Para sair do Montjuic, há um ônibus que desce até a Praça da Espanha, onde há duas colunas que marcam a sua entrada. De lá, subindo a colina, chega-se no Pavilhão Barcelona, de Mies Van der Rohe. Construído para a exposição de 1929, em aço, vidro e mármore, revolucionou todas as regras da arquitetura, sendo um ícone da arquitetura moderna. Foi demolido no final da exposição e reconstruído por admiradores na década de 80. Mies o projetou 1 ano antes de assumir a direção da Bauhaus, e esse foi o auge da sua carreira. Na sala principal, Mies negou-se a colocar a bandeira alemã para receber o kaiser. Forçado, usou a própria edificação para representá-la, através da parede em mármore amarelado, o tapete preto e as cortinas vermelhas. Nesse ambiente encontra-se a famosa cadeira Barcelona, projetada por ele.



Barcelona expira Gaudí, e mesmo em meio a tantos prédios novos surgindo, a cidade mantém as preciosidades deixadas pelo arquiteto. Não há como não se deslumbrar ao entrar na Sagrada Família, a Catedral de Gaudí. De todas as faces, a visão é indescritível, ainda mais internamente. Não exite em ficar na fila, que pode demorar até uma hora, dependendo do dia. Mas vale a pena! É possível subir na Catedral de elevador ou apenas visitar o seu interior. Sua construção inciou em 1882, e continua até hoje.
 

O simbolismo cristão é visível nas dezoito torres, simbolizando Jesus, a Virgem, os quatro evangelistas e os doze apóstolos, em três frentes, o que representa a vida humana de Jesus (do nascimento à morte). Gaudí pretendia criar uma nova arquitetura, com estrutura equilibrada e autoresistente. Assim,  construía arcos catenários e parabólicos. No Templo foi proposto uma estrutura melhorada das catedrais góticas principais da Europa, mais equilibrada, com colunas que se ramificam como os galhos de uma árvore. O Senhor Guell foi o primeiro proprietário de cimento Portland no país, dessa forma Gaudí foi um dos primeiros arquitetos a utilizar o concreto armado em suas construções. 







Além da Sagrada Família, é possível visitar o edifício de apartamentos La Pedrera (Casa Milá), também projetado por Gaudí. Foi terminado em 1912, e fica no Passeig de Grácia, bairro Eixample. É considerado um projeto inovador da época, com estrutura em aço e paredes curvas. É considerado patrimônio da UNESCO. O átrio pode ser visitado e lá pode-se encontrar alguns materiais e ideias da obra de Gaudí.

O Passeig de Grácia é rico em arquitetura. A Manzana de la Discordia  é uma quadra onde encontram-se três construções de famosos arquitetos: Casa Lléo Morera, de Domènech i Montaner, Casa Amatller, de Josep Puig i Cadafalch, e a Casa Batlò, de Gaudí. Na mitologia grega, o pomo da discórdia lançado a deusas do Olimpo foi o catalisador da guerra de Tróia. Como manzana em espanhol significa também quarteirão, um irônico trocadilho foi cunhado para celebrar uma das mais curiosas batalhas veladas de Barcelona, eternizada nessa série de casas geminadas. A vaidade dos três arquitetos – e dos donos dos imóveis, é claro –, resultou em três edifícios de estilos completamente distintos. A Casa Lléo Morera é a mais sóbria, a Casa Batlò foi uma homenagemd e Gaudí a São Jorge e o Dragão, a Casa Amatler é quase uma homenagem à profissão da família que encomendou o projeto: mestres chocolateiros
Lléo Morera


Casa Amatler



Casa Batlò




Outra construção explêndida e que vale a pena o trabaho para visitar (digo trabalho pois ela fica um pouco escondida e poucas pessoas sabem informar o local) é o Palau de la Musica Catalana, de Lluís Domènech i Montaner (o mesmo arquiteto da Casa Lléo Morera) . Também patrimônio da Unesco, tem visitas para arquitetos guiadas, mas que devem ter agendamento com no mínimo 1 dia de antecedência. O  agendamento pode ser feito pelo site, neste endereço: 
http://wwww.palaumusica.org/VisitesGuiadas_es/seccion=240&idioma=es_ES.do
Trata-se de outra pérola modernista catalã, construída entre 1905 e 1908. A agenda de eventos pode ser consultada no site


Barceloneta é uma região muito bonita da cidade. Fica na Ciutat Vella, um bairro que surgiu para acomodar as pessoas que viviam em La Ribera, quando perderam suas casas em virtude da construção do bairro Cidadela. Após alguns anos, a região tornou-se marginalizada, e em 1992 houve uma grande revitalização de várias áreas da cidade, incluindo a Ciutat Vella. A praia de Barceloneta ganhou novos ares, e hoje é um dos pontos mais visitados por turistas. Para chegar até lá, pegue o metrô sentido Barceloneta ou Ciutadella/ Vila Olímpica.
Um dos pontos de maior polêmica tem sido o Hotel Vela, construído na beira da praia, que lembra muito as construções de Dubai. Construído pelo arquiteto catalão Ricaerdo Boffil, foi inspirado no formato de uma vela. O Hotel é considerado de luxo e tem quase 500 quartos.

Hotel Vela


 O Parque Guell, também de Gaudí, foi também encomendado por Eusebi Guell para abrigar casas de luxo na região. Construído entre 1900 e 1914, fevido ao fracasso comercial, foi vendido ao município em 1922, e em 1926 tornou-se um parque público. o parque há uma casa onde Gaudí morou durante quase vinte anos, e hoje funciona a  Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui alguns de seus objetos pessoais. O auge da sua arquitetura baseada nas formas orgânicas pode ser visto ali. Em 1969, o Parque Güell foi nomeado Monumento Histórico Artístico de Espanha, e em 1984 foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
Um dos  pontos mais interessantes do parque é a Sala Hipostila, com 86 colunas dóricas de 6 metros de altura e  construídas com entulho e argamassa imitando mármore. Ao lado das colunas, no teto, há ainda pequenos relevos em forma de gota. Nos espaços vagos deixados no teto pelas colunas, encontram-se quatro grandes rosetas coloridas com quase 3 metros de diâmetro representando o Sol durante as quatro estações do ano, rodeadas por 14 menores com desenhos espirais, representando estrelas ou luas. 
Em cima da Sala Hipostila fica a  imensa praça aberta não pavimentada de forma oval, conhecida como o Teatro Grego. Nas suas laterais, Gaudí desenhou bancadas portáteis em ferro e madeira, com desenhos em mosaico, em curva, na parte externa. 
Viadutos e Pórticos estão também no parque, e um dos mais interessantes é o Pórtico da Lavadeira, cujas paredes e teto têm o formato do interior de uma interminável onda em arrebentação. 
Para chegar ao Parque Guell, pegue a linha 3 do metrô.