VIAJAR É PRECISO

VIAJAR É PRECISO

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio pra desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores ou doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."

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6 de fevereiro de 2008

Mochilão por Roma!




A primeira vez que estive em Roma foi muito emocionante, quando vi o Coliseu caiu a ficha: eu estudei bastante história  e havia visto tudo aquilo nos livros. E agora estava lá, dentro do Fórum Romano! Aprendemos uma coisa, que nada na vida é eterno. Pode-se notar isso quando se vai à Roma. A cidade é um pedaço grande da história, tudo ali gira em torno de poder e de conquistas daquilo que achava-se que seria eterno. Mas acabou, e ficaram só as ruínas. Roma é uma grande lição para as nações.
Andar em Roma é uma mistura de sentimentos e aromas. Ora você se sente voltando ao passado, ora você se sente instigado a uma boa refeição, una bella pasta, una bella pizza (ao lado da estação Roma Termini tem várias lojinhas de pizza). Nos hospedamos num bairro longe da parte histórica, onde aconteceram as Olimpíadas (não lembro o ano!). Também passeamos pelo Vaticano, mas naquele dia o Papa não nos deu o seu ar da graça! Visitamos os mausoléus dos papas, incluindo João Paulo II. 


Caminhamos muito, muito mesmo! Pra conhecer Roma, caminhar é a melhor opção. Cada esquina é uma click, um pedacinho da história. Da segunda vez que fui pra lá entrei dentro do Coliseu. É preciso ter um tempo pra fazer isso, pois é uma visita que demora um pouco,  mas vale a pena. Ah, um fato engraçado foi termos visto um italiano caminhando pela rua com seu porco de estimação, preso na coleira. Acreditem!! Tinha que ser na Itália!! 


Napoli foi uma visita à parte, feita em 2006, quando fomos pra Roma a primeira vez. Fui porque minha vó diz que é a cidade do meu tataravô, então fui lá conhecer a cidade do famoso Guerino! E vou ter que concordar com tudo que já li a respeito de Napoli: é um caos, uma baderna, uma barulho! Uma loucura! Tudo que vocês puderem imaginar de errado, aconteceu conosco em Napoli. No final, resolvemos, mas foi cansativo e aproveitamos pouco a visita. Pretendo voltar lá um dia pra tirar essa impressão, afinal, é a terra dos meus antepassados!


A partir de Napoli é possível conhecer a ilha de Capri, ou então ir até a Costa Amalfitana. Para a primeira opção, pega-se um barco na praça da República, de onde saem todos os barcos que fazem o trajeto até Capri. Já para ir à Costa Amalfitana, é preciso pegar um ônibus e ir Positano, ou Amalfi, ou qualquer das cidades que ficam na Costa. Se quiser, pode também ir de ônibus ate Sorrento e lá alugar um carro de ir até a Costa. Veja mais sobre Napoli na postagem Napoli!

2 de fevereiro de 2008

Mochilão por Dublin!

Dublin pra mim é mais que U2 (é olha que só o fato de lembrar U2 já é um tanto emocionante!). Dublin é a terra da Guiness, é um dos lugares mais legais que ja fomos, definitivamente, pena que foram só dois dias! Claro que o show do James Blunt ajudou muito, porque ficamos bem na frente do palco, há 2 metros dele!!! Um cantor lindo numa cidade linda, hehe! 


O nosso principal passeio em Dublin foi na Fábrica da Guiness, onde ficamos quase duas horas passeando pela fabrica, onde se pode ver todo o processo de  produção da cerveja. Depois fomos até a degustação... ainda bem que tem vários banheiros pelos corredores! Também ganhamos nosso diploma de apreciadores da Guiness, com foto e tudo! A Guiness Brewery fica na Market Street, fica aberta das 09:30 até as 17:00 h.


Para os que preferem o uísque, visite a Old Jameson Distillery, destilaria do famoso uísque Old Jameson. O tour dura uma hora, e no final há uma pequena degustação. Endereço: Bow Street (Ver no Google Maps).


Depois disso, fizemos um city tour pela cidade pois não teríamos tempo de andar a pé naquele dia... uma pena porque os lugares sao lindos.. e antiguissinos! Tirei uma fotinho ao lado da estátua do James Joyce, o famoso escritor irlandês. Embora ele tenha vivido fora da Irlanda a maior parte da vida, suas experiências irlandesas são essenciais para sua obra. Um de seus mais famosos livros foi Ulisses.  Arthur Guiness e  James Joyce são famosíssimos na cidade e tudo leva o nome deles.


Há um Museu com tudo sobre James Joyce que reúne materiais biográficos sobre a vida e a obra do escritor: 35 Great North George Street. A entrada custa 5 euros.  


Dublin é cortada pelo Rio  Liffey, e é banhada pelo mar. Ao norte fioca a área mais "feinha" da cidade, ao sul ficam os bairros mais charmosos. 


Chegando em Dublin, pegue o ônibus expresso (airlink) do ponto 1, logo na saída do aeroporto. Custa 6 euros e pára em vários pontos da área central. O motorista ajuda a escoher o melhor local para se descer. Também pode-se pegar o ônibus urbano 41, que custa 2 euros, que fica ao lado do airlink, mas não sei dizer a frequência de saída deles. 


Dublin não tem metrô, mas sim o chamado trem aéreo. De qualquer forma, prefira andar de ônibus, eles alcançam mais lugares turísticos do que os trens áereos, além de serem mais baratos (o passe de 1 dia custa 6 euros). Bicicletas também ajudam bastante  pra conhecer a cidade, mas não tentei fazer isso no inverno. Soube de um site que se pode alugar bicicletas: www.irishcyclehire.com, e dá pra retirar a bicileta em Dublin e devolver em outra cidade da Irlanda, por exemplo.


Visite a St. Patricks Cathedral, que é o símbolo da religiosidade irlandesa, construída no séc. V e reformada pelos normandos 4 séculos depois. Foi onde St. patrick batizou os primeiros irlandeses cristãos. 


ObsA crença popular atribui a St. Patrick o desaparecimento das cobras da ilha onde fica a Irlanda, sendo a razão de em algumas gravuras do santo ele aparecer esmagando esses animais com seu cajado Explicava a Santíssima Trindade utilizando o trevo de três folhas, e por isso o mesmo tem papel importante na cultura Irlandesa (se vê trevos por todo o lugar!).  A imagem do crucifixo era relacionada com a morte, o que tornava a conversão repulsiva à população, que a época tinham crenças celtas e veneração a Deuses "pagãos". O trevo lá é chamado Shamrock.  St. Patrick faleceu no dia 17 de Março, e por esse motivo que a famosa festividade do St. Patrick's Day é celebrada nesta data, em homenagem a ele.




Uma dica de Hotel é o Glen Guest House. Quando eles perguntarem se você quer o café da manhã completo, pense bem se você está com muita fome! Porque o café completo é um almoço e tanto, não dá pra comer tudo! Tem feijão, bacon, ovos, bife, linguiça, batatas, sem falar dos produtos triviais do café da manhã, queijo, iogurte, leite, café, pão, manteiga. Os quartos são novos, aconchegantes, e tem até cafeteira e chás em saquinhos. Os atendentes são muito atenciosos, as toalhas novinhas e fica a duas quadras da O'Connel avenue, onde facilmente se pega ônibus, até mesmo o citytour, pois é uma rua que liga o eixo sul ao eixo norte. 


Descendo a rua, na esquina, há um Pub muito legal, Oshea's Bar & Music. Depois do show do James Blunt, pegamos o táxi e estávamos indo pro Hotel, quando passamos em frente a esse pub, super animado! Tinha música ao vivo tipicamente irlandesa, e a Guiness estava com preço ótimo! Mas atenção, quando você pedir sua Guiness no bar do pub, aguarde o barman liberar seu copo, mesmo que ele deixe-o parado na sua frente. É uma espécie de ritual irlandês, já que enquanto o nitrogênio não se misturar completamente, você está proibido de beber. Obviamente não sabíamos disso e levamos uma bronca do barman, num inglês meio enrolado/bêbado. Vale a pena! Ah, e eles tem um hotel junto ao bar!


Endereço do Glen Guest House: 84 Lower Gardiner Street
Endereço do Pub Oshea's Bar & Music: 19 Talbot St.



1 de fevereiro de 2008

Mochilão por Paris e Versailles!




  Paris, além de ser a cidade luz, é a cidade que mais me inspira. É aqui que vejo tantos cafés (e eu AMO cafés), floriculturas, lojas de chapéus, tudo arrumado com tanto cuidado que às vezes vale até entrar pra apreciar e ir embora. Dessa vez pude visitar, com sobra de tempo, a catedral de Notre Dame, uma das mais antigas catedrais góticas, e que tornou-se o modelo ideal de catedral gótica para a época.

19 de janeiro de 2008

Mochilão por Copenhagen!

Copenhagen!! Nem acredito, subi até a latitude 55! A capital da Dinamarca é linda, as pessoas são muito bonitas, e Copenhagen é uma das cidades mais belas da Escandinávia. Aqui comemos o famoso cachorro quente furado, passamos em frente ao parque Tivolli (que infelizmente está fechado devido ao inverno), vimos o Canal Nyhavn, a sereia (Then lille  Havfrue), que achei bem pobrinha, e que fica próxima ao Castelete. 
A moeda daqui é a coroa dinamarquesa, ela tem furinhos no meio, achei fofa! 

Visitamos também o Rosenborg Slot, palácio construído em 1606 como residência de verão de Cristiano IV e foi inspirado na arquitetura renascentista da Holanda. Em volta há uma linda praça com árvores plantadas em carroças, e um lago envolve o palácio. 




Duas coisas nos chamaram muito a atenção. Primeiro, havia uma grande roda de flores numa esquina, e descobrimos que uma pessoa tinha sido assassinada lá algumas semanas atrás e as pessoas fizeram um pequeno memorial com flores pra lembrar o acontecimento, que não é normal, como acontece por aqui. Se fizessem isso no Rio de Janeiro, a cidade seria um enorme jardim de flores! 


Outro acontecimento foi uma manifestação de estudantes à noite, a polícia interveio e houve tumulto e até bombas de gás. Perguntamos o que era aquilo pra uma pessoa que estava escondida no bar conosco, e ele nos disse que aquilo tinha virado moda por lá, que não era por nada.... bom, motivos sempre existem, mas não chegam nem perto dos nossos. Precisamos desse espírito crítico por aqui também, nossos estudantes acabam sempre se inserindo em partidos políticos pra se manifestarem. 


Uma vez li um comentário sobre os países da Escandinávia, que dizia que as terras nórdicas eram mesmo a Europa mais européia. Desde que conheci Copenhagem, concordo plenamente com isso.


Minha dica de Hotel em Copenhagen é o ZZZleep Hotel (isso mesmo, com 3 Z's!). Como a cidade não fica tão longe do aeroporto, fica fácil se hospedar nesse hotel. O preço é bom, já que Copenhagem (e a Escandinácia como um todo) é um pouco mais caro que os países europeus. Mas o Hotel é muito confortável, novo, o café da manhã é completo, com várias opções de geléias e patês, tem banheiro no quarto e internet grátis na recepção. 

As obras arquitetônicas recentes atestam a riqueza da produção arquitetônica dinamarquesa. Essas obras são especialmente valorizadas nesse momento em que a economia do país enfrenta uma certa crise – pequena para nossos parâmetros, mas não para os parâmetros dinamarqueses, que sentiram o seu quase perfeito sistema de seguridade social abalar-se quando da crise econômica mundial, enquanto a Noruega, rica com seu petróleo e, ao mesmo tempo, investindo em tantas áreas, como na arquitetura.
Visitamos a Opera de Copenhagen, que fica do outro lado do canal. Linda, à noite! Terminada em 2005, foi projetada por Henning Larse

Sobre Copenhagen:
Maior e mais importante cidade da Dinamarca. Copenhagen (Köpenhamn em sueco), quer dizer "porto da compra"). O inglês é o segundo idioma do país e são poucos os que não o falam. 

O alfabeto dinamarquês tem três letras a mais que o nosso: Æ - æ,  Ø - ø ,  Å - å. Para Æ, lê-se  um "é". O som de Ø é similar a "ã", e o å lê-se como um O aberto, "ó". 

A imigração no aeroporto não apresenta maiores problemas, e não é necessário visto para turistas que ficam até 3 meses. 

A Moeda do país é o kroner (Kr, coroa dinamarquesa), e 1 euro equivale a mais ou menos 7,45 Kr. A Dinamarca não é um país tão caro quanto os outros países escandinavos. 

Alimentação e Hospedagem: 
É possível conseguir bons preços em albergues e algumas pechinchas para alimentação. Minha dica é o cachorro-quente da cidade, que tem uma forma curiosa de usar a salsicha: eles fazem um furo no pão e enfiam a salsicha por dentro. Não deixe provar a Carlsberg, a cerveja da cidade. Como dizia um anúncio no centro da cidade "Carlsberg: provavelmente a melhor cerveja da cidade". Isto porque é a única fabricada lá! Mas acredite, beeem melhor que a nossa Skol. 

Pequeno dicionário:

oi- Hej
Tchau- Farvel
Por favor- Må jeg bede
Obrigado- Tak
Desculpe- Undskyld
Farmácia- apotek
Mapa- landkort
Trem- tog
Albergue- Vandrerhjem
Bicicleta- cykel
Onde fica..?- Hvor er..?

Cuidado! Em percursos de trem pode-se entrar em um ferry, já que Copenhagem está em uma ilha. Nesse momento, pode-se sair do trem para passear pelo convés, ver o mar... e quando você voltar, preste atenção pra não entrar no vagão errado e parar em outro lado do país (ou outro país!). 

Atrações:

Sereia- não vá com muita expectativa para não se frustrar (experiência própria!). Aproveite a caminhada ao longo da avenida até chegar a este pequeno monumento: uma sereia esculpida em cima de uma pedra, dentro da água. Foi sculpida por Edward Eriksen, em 1913. Para fazer a imagem desta tranqüila sereia, sentada sobre uma rocha, o artista inspirou-se no famoso conto de Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês considerado o pai da literatura infantil. Entre suas obras mais conhecidas estão O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, O Rouxinol do Imperador, e claro, A Pequena Sereia.

Tivoli- parque de diversões fundado em 1843 com teatro infantil e até concertos de rock. Infelizmente não abre no inverno. A entrada custa 85Kr. 

Rosenborg Slot (Palácio Rosenborg)- Fica perto da estação Nørreport, foi construído em 1577 como residência de campo  por Christian IV, e expandido em 1624 e transformado em um castelo renascentista. Pode-se conhecer a coleção real dinamarquesa de interiores: tapeçarias, retratos e o tesouro real e as jóias. O castelo fica no meio dos jardins mais antigos da Dinamarca. 

Christianborg Palace- fica na ilha de Slotsholmer, é uma palácio neobarroco. É a casa do parlamento e a sede do Governo nacional.

Dansk Jodisk Museum- é o Museu judaico dinamarquês, trata a história dos judeus na Dinamarca durante quatro séculos. Fica na Proviantpassagen, 6, na Royal Library, e a entrada custa 40 Kr.

Charlottenborg- é a Academia Real de Belas Artes, que fica ao lado do Royal Theater. A Academia tem sempre exposições de arte contemporânea, e o teatro é a sede do ballet real dinamarquês. 



Mochilão por Berlin!



É a segunda vez que venho a Berlin, assim como Amsterdam, mas confesso que prefiro Berlin, pois é aqui que encontramos uma riqueza histórica enorme, e eu amo história! Dessa vez, acompanhada do meu amore, pude visitar o local onde ainda há sobras do muro, assim como o Monumento ao Holocausto, o Museu Checkpoint Charlie (que retrata a história do muro e as várias situações em que as pessoas tentavam fugir do lado soviético para o lado ocidental), o Reich, palácio do governo e o local onde era a chancelaria de Hitler. 



O Monumento ao Holocausto foi projetado por Peter Eisenman Construído entre 2003 e 2005 , são 2.711 blocos pretos de concreto e é possível caminhar-se entre eles, com piso irregular para dar a sensação de desequilíbrio. Com certeza, uma sensação verídica, pois trata-se de uma parte da história onde não se pode ver nenhum resquício de equilíbrio emocional por parte dos nazistas.  No centro dos blocos existe um museu subterrâneo com fotos, filmes e documentos ligados ao Holocausto. A Sala dos Nomes das Vítimas (com informações sobre data de nascimento e morte) é emocionante,  sendo impossível  ler todos os nomes e biografias, pois levaria-se aproximadamente 6 anos, 7 meses e 27 dias. 

O local onde ficava a Chancelaria de Hitler está totalmente esquecido, ficou apenas uma placa que o identifica, mas sem grandes informações, pois o objetivo é esquecer para não virar um local de peregrinação neo nazista. Adolph Hitler e Eva Braun passaram seus últimos dias ali, e é também onde se suicidaram. É a única referência ao local, pois o bunker em si está abaixo do estacionamento de prédios residenciais.


O mais interessante é a catedral destruída na Segunda Guerra que hoje é um memorial, algo que ninguém consegue ver sem sentir uma emoção grande, pois é a marca viva da história triste da Alemanha. A igreja Memorial do Imperador Guilherme (Kaiser-Wilhelm- Gedächtniskircheteve uma parte da torre poupada dos bombardeios ingleses e a população da cidade na época votou por sua manutenção como marco histórico. Foi construída no local uma nova igreja e o complexo foi adquirindo cada vez mais um significado político. 


Também conhecemos o Rio Spree, que banha Berlin. 
Um local muito legal de se conhecer é a Torre da TV, que fica na Alexanderplatz. Há um restaurante giratório e um observatório, no centro da esfera. O restaurante gira uma vez a cada 20 minutos. Foi inaugurada no dia 3 de Setembro de 1926 na ocasião da 3ª Grande Exibição Alemã de Radio e hoje é um patrimônio tombado.



Em Berlin, sugiro o Hotel-Pension Parisier Eck, que fica no lado ocidental da cidade. O mais legal desse hotel são os quartos com o box e pia dentro do próprio quarto, nunca tinha visto e achei o máximo! O sanitário não fica dentro do quarto, é a única desvantagem. O prédio do hotel é antigo, mas as acomodações são muito boas, com paredes coloridas e bem alegres. O café da manhã é muito, muito bom! Não deixe de provar os iogurtes, até hoje lembro! Um café bem servido e com variedade. Fica na região da Catedral que comentei acima (Kaiser-Wilhelm- Gedächtniskirche), fácil de ir para qualquer lugar da cidade. Endereço: Pariser Str. 19


Dicionário rápido:
Oi- Hallo
Tchau- Tschuss
Por favor- Bitte
Obrigado- Danke
Onde fica...?- Wo ist...?
Socorro- Hilfe
Rua- Strasse
Trem- Zug
Praça- platz
Mapa- Karte
Dinheiro- Geld
Água- wasser


Metrô
Há dois tipos de metrô em berlim, o S-Bahn (S), que é de superfície; e o U-Bahn (U), que é o subterrâneo. A passagem é comprada nas máquinas automáticas e valida ANTES de entrar no vagão. 


Aeroportos:


São três: o Tegel, de maior movimento, de onde chega os vôos vindos do Brasil, por exemplo. O Tempelhof, no sul da cidade, atende companhias que vem principalmente da Europa Oriental e algumas empresas aéreas de baixo custo; e o Schonefeld, que atende basicamente empresas aéreas de baixo custo com Ryanair e Easyjet, e fica a 20 Km do centro. 


Lado oriental da cidade: 
Ainda podemos ver o tram, ou o Strassenbahn, o bonde elétrico. São bondes mais simples. O ticket é comprado dentro do tram e valida lá dentro também. Cuidado com a fiscalização, eles andam à paisana! Particularmente gostei de visitar esse lado da cidade, pois ainda há traços da época comunista e até mesmo as pessoas que frequentam esses trens são um pouco diferentes das demais. Os hotéis desse lado também são um pouco mais simples, pra não dizer velhos, mas ao mesmo tempo mais baratos. 
O lado oriental da cidade é onde vemos o Portal de Brandenbourg de frente, ou melhor, a vista onde vê-se os cavalos de frente. Sua construção foi ordenada pelo rei Friedrich Wilhelm II e executada pelo arquitecto Carl Gotthard Langhans. 


Atrações:


Pariser Platz- é o coração da cidade, e foi a divisa entre o lado oriental e ocidental. Saindo da estação Under den Linden, vê-se o portal de Brandemburgo, o Memorial de Guerra soviético e o Parlamento, além da rua Under den Linden. 


Alexanderplatz- é o centro do lado oriental, e foi bombardeado pelos aliados durante a segunda guerra. Lá fica a torre de televisão, a Fernsehturm, construída entre 1965 e 19696 pela RDA (república Democrática Alemã). Tem 368 metros e você pode pegar o elevador e ir até o restaurante giratório do alto (gira a cada 20 minutos). A subida dura 40 segundos!


Rua Under den Linden- essa rua foi construída em 1647 para ligar o castelo ao parque Tiergarten. Se você for até lá caminhando (saindo da Alexanderplastz) passará por vários prédios históricos como o teatro rococó Deutsche Staatsoper  e a Bebelplatz (onde os nazistas queimaram os livros em 1933). 


Ebertstrasse- onde fica o Memorial aos Judeus mortos na Europa, inaugurado em 2005. São vários blocos de concreto com alturas diferentes e com o piso em alturas diferentes, dando a sensação de trsiteza e de estar perdido. 


Potsdamer Platz- é a região "morta" antes da queda do muro de Berlim, a região neutra, que não pertencia a nenhum dos dois lados. Hoje é uma rua moderníssima (ou melhor, super contemporânea!) com lojas, cafés e cinemas.  Perttinho dali fica o Checkpoint Charlie, na rua Friedrichstrasse, 43. O Museu fala da história do Muro de Berlim no Checkpoint Charlie, o ponto de passagem entre os dois lados. Há fotos, pôsters filmes e documentários, principalmente sobre as tentaticas de fuga das pessoas. Também é lá que pode-se encontrar um pedaço do Muro, com stands com textos e história.










13 de janeiro de 2008

Amsterdam!



Um passeio rápido em Amsterdam. As casas sao realmente tortas.. dizem que e por causa da neve, pra que nao acumule..outros dizem que e por causa do derretimento mesmo.. e ha quem diga que e pra dar um charme na cidade. Se for isso, deu certo, porque e muito interessante passar perto dessas casas tortinhas.. Sobre o Red Light District, é uma coisa doida isso... porque ao lado dessas "vitrines" tem casas e apartamentos normais, onde se ve as pessoas pela janela lendo, vendo tv, usando o computador... se convive com isso de forma normal. Por causa dessa doideira é que a cidade é legal de se visitar. Demos uma volta no barco que fica uma hora passeando pelo rio Amstel em volta da cidade. Infelizmente temos que economizar nas fotos porque nossa maquina e uma porcaria.. ela "esquece" algumas delas e as apaga sozinha. Mas salvamos o que pudemos.

12 de janeiro de 2008

Antuérpia!



A visita em Antuérpia foi rápida, fomos encontrar nossa amiga Lilian e sua família para irmos ao Jardim zoológico juntos. Típico passeio em família; e foi assim mesmo que nos sentimos. No zoológico, nos chamou a atenção uma mini floresta tropical. A estação de trem é linda, tiramos várias fotos e foi um dia muito divertido! 

10 de janeiro de 2008

Bruxelas!




Chegamos em Bruxelas!! 
Como sempre, a cidade está linda!! 
Em Bruxelas existem muitos lugares únicos, como a lojinha que vende tudo a 5 ou 10 euros (Chic Nana- Galerie du Centre, número 60 ); os supermercados GB Express, que têm em várias estações de metrô e com bons preços (dá pra fazer um lanchinho barato). Há também o Woluwe shopping center, que tem lojas bem legais, porém não muito baratas. 

Em Bruxelas existem muitos pubs, principalmente na região perto da União Européia (metrô, estação Schuman). Lá recomendo o Old Oak Pub26 Rue Franklin), muito animado, com velas e a comida é ótima, porém a cozinha fica aberta só até as 22hs.

20 de julho de 2006

Buenos Aires!


Buenos Aires, na Argentina, foi um lugar que me surpreendeu! Não tinha idéia de que fôsse tão organizado, tão limpo, e com tantos detalhes que parece estar no continente europeu. O Tango é o seu principal produto turístico, e com ele vem também os vários restaurantes, cafeterias, salões de tango e milonga, além de várias construções arquitetônicas lindas! Adorei Beunos Aires, e espero voltar lá logo!
Visitei o Señor Tango, um espetáculo! O salão é muito bem decorado, com ares antigos e é possível também jantar no local. Também não se pode deixar de tomar um café ou chá na Confeitaria Tortoni, onde o famoso cantor Gardel costumava frequentar. Se possível, visite o Puerto Madero à noite, uma antiga área portuária agora reformada e transformada num dos points de Buenos Aires. Lá também verá a Ponte La Mujer, obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava Valls e representa a figura de um casal que dança tango.
Quem já foi a Paris reconhecerá alguma semelhança entre os pórticos de entrada do metrô daquela cidade e os de Buenos Aires, seja no metal trabalhado, nas cores ou no estilo art noveau. A viagem foi ótima e a companhia não podia ser melhor: nosos grandes amigos CleCle e Telmo.
Um passeio que gostei muito foi a feira de San Telmo, com vários artigos antigos e uns bares pequenos, parecidos com pubs. 
A Avenida Florida é um passeio que não se pode perder, com várias lojinhas e novidades. No fim da tarde, quando as lojas começam a fechar, as feirinhas de rua tomam conta e é nessa hora que se encontram várias coisas baratas e legais. 





9 de fevereiro de 2006

Napoli!



Napoli é a terra dos meus antepassados italianos. Descobri meus laços italianos perguntado pra minha vó e ela me surpreendeu me contando sobre meu tataravô Guerino de Loreni e sua vinda pro Brasil em, mais ou menos, 1870. Como um napolitano legítimo, meu querido bisnono chegou abalando e antes mesmo de casar, ficou de namoricos e nasceu o meu bisavô. Mas o italiano não sossegou e acabou casando com outra, dessa vez uma uruguaia-brasileira, e o meu bisavô Antônio de Lorenzi acabou sendo criado pela madrasta junto com os irmãos que viriam a nascer depois. 
Bom, esse foi um dos motivos que me fizeram querer conhecer Napoli. Uma loucura!! Poucas pessoas disseram gostar de Napoli... e eu entendi porquê. 
Pra começar, levamos uma multa no autobus R3, porque não estavamos com o biglietto, justamente porque tínhamos que comprar nas máquinas na rua e não encontramos nenhuma máquina. Aí chega o velhinho e nos mostra a carteira gritando "POLIZIA"! Lá se vão 40 euros!
Depois, porque nossa reserva de hotel foi questionada quando chegamos lá, de uma forma, digamos... grosseira. Cheio de mãos (eles parecem ter 4 ou 5 mãos enquanto falam!) ele dizia (gritava!) que não tinha reserva nenhuma. Bom, esqueci de falar que antes disso, EU vi o endereço errado e pegamos um ônibus até um hotel que na verdade eu tinha cancelado a reserva. OK... vi meu erro e voltamos lá... ao lado da estação central onde havíamos chegado de Roma! O hotel ficava há poucos metros dali... imagine o quanto deixei meu amore feliz, carregando uma mala  cheia de VINHO e subindo uma rua cheia de escadas, indo pro hotel errado! OK... mas felizmente achamos o hotel reservado.. e agora o cara me diz que não temos reserva! "Ma come no signore???"- eu tava tentando ser educada, mas não deu muito certo...-  Enfim, depois de muitos gritos, mãos e insistência, ele achou minha reserva. 
Então resolvemos ir a Pompeia, ver a cidade destruída pelo Vesúvio... chegamos lá 14:59... e eles fecham as 15. Tentamos argumentar dizendo que viemos do Brasil, e ele respondeu "E daí, eu vim de Napoli!" e fechou a bilheteria na nossa cara. 
Ok... vamos embora... meu amore estava um pouco chateado e começou a dizer que o Vesúvio ia explodir de novo! Pegamos o trem novamente pra Napoli pra então irmos a Capri. Vamos conhecer Capri! Mas pra isso teriamos que pegar novamente o autobus R3 até a Praça da República. Logo o R3... entramos novamente no R3, lotado! Tinha até um velhinho que, acredito, tinha problemas urinários e cheirava a xixi... nossa, e que xixi fedorento! Quer saber, vamos descer!! Descemos do R3 e caminhamos pela cidade até o hotel. Depois de tanto problema, só nos restava dormir e tentar descansar pra irmos embora no outro dia! Pergunta se tirei alguma foto...? Só essa do Vesúvio mesmo (que segundo o Love, vai explodir!)

8 de janeiro de 2006

Gent!


Gent é uma cidade ao norte da Bélgica, na região chamada Flandres, e fica a 40 minutos de Bruxelas.  Essa região tem como língua oficial o neerlandês (flamenco). Dizem que Flandres concentra a riqueza da Bélgica. 
O mais legal de Gent é a sua arquitetura, a cidade é medieval e conversa até hoje essa característica. Ela é ao mesmo tempo uma cidade histórica e contemporânea. A cidade prosperou nos séculos XIII eXIV com o comércio de tecidos. Fomos para Gent por sugestão do nosso amigo Alexandre, que nos ligou avisando "TÁ NEVANDO, VENHAM PRA CÁ!" Infelizmente não pudemos encontrá-lo nesse dia, mas o passeio foi lindo e voltamos à notie para Bruxelas. Gent tem uma importante Universidade, e suas ruas iluminadas à noite são um charme! 
Gent é uma cidade universitária, o que significa muitos pubs e vida noturna agitada. Cortada por canais, preserva suas características medievais. A praça central, a catedral St. Bavo e o castelo são os pontos principais. Fica a 57 Km de Bruxelas, e há trens a todo momento pra lá. 


Alimentação:
Um pouco mais barata do que Brugges e Bruxelas, o lugar mais barato para comer é a área estudantil sda cidade, a uns 10 minutos de caminhada da Korenmarkt. Caso prefira, há vários pubs pela cidade, alguns um pouco escondidos. Você vê só aquela portinha e quando abre, há uma enorme escadaria que o leva pra parte inferior da construção, com velas e ambiente medieval. Vale a pena procurar! 


Atrações: 


Sint-Baafskathedraal (St. Bavos cathedral): Une diferentes estilos arquitetônicos, doromanesco ao gótico. O púlpito é de 1741 e o órgão de 1653. Há tumbas na cripa que datam do século XV e XVI. Se você pagar €3, pode visitar a obra de Jan van Dyck, The Mystic Lamb.
Het Gravensteen (The Castle of the Counts): Castelo medieval construído em 1180, tem um museu com aparelhos de tortura. Vale mais pela vista da cidade do que pelos aparelhos de tortura! A entrada custa €6.





5 de janeiro de 2006

Nice e Mônaco



Nice e Mônaco são duas cidades na costa francesa, a famosa Côte d'Azur. Nice é famosa por seus topless no verão, e o mar é muito, muito azul mesmo. Nas praias  não existe areia, ela é toda de pedras, cascalhos prateados, que são o motivo pelo qual a água fica tão azul. Em Nice, caminhamos pela orla até o centro, porque estava frio e não havia muito tempo. Em Mônaco, que estávamos doidos pra conhecer, chegamos à tarde e passamos o resto do dia caminhando, fazendo o trajeto do Grande Prêmio a pé. Tiramos uma foto na curva St. Devote, onde existe uma estátua do Fanjo. Também passamos na entrada do túneo, onde Senna se acidentou em 92 . Mônaco é uma realidade diferente de tudo que já vi, um lugar lindo, mas que ao mesmo tempo consegue expressar que aquela ali não é a nossa realidade. Subimos na colina onde fica o Palácio do Príncipe de Mônaco, vimos os iates atracados e fomos até o Cassino, onde havia várias Ferraris estacionadas. No fim do dia, voltamos pra Nice, onde a realidade é um pouco mais perto da nossa, hehehe. Como bons mochileiros, não jantamos em nenhum restaurante... compramos num supermercado duas latinhas de feijão e esquentamos em nosso mini fogareiro elétrico (mini mesmo!). O visual não era lá essas coisas, mas sabem que gostei? Compramos também uma champagne de 3 euros, e acreditem, ótima!! Se ficamos com fome, não sei.. só sei que a champagne já valeu!


Atrações: 
Palais du Prince- é o palácio do principado, até com troca da guarda. Dentro dele há o Musée des Souvenirs Napoléoniens, que expõe alguns pertences de Napoleão. Uma bela viosta de Mônaco, com belas fotos.


Casino- fica em monte Carlo, foi construído em 1863 por Charles Garnier, o mesmo da Ópera Garnier de Paris (prédio eclético). Se você for à noite, só poderá entrar se for de terno ou blazer e gravata. Ao lado fica o Café Paris (mas olhe bem os preços antes de pedir alguma coisa!). 


Circuito de Fórmula 1- a cidade em si já lembra a fórmula 1, com sua famosa curva Saint-Devote e a homenagem ao Fangio. Fazer o circuito a pé ou de carro é uma idéia muito legal pra quem gosta de Fórmula 1! Ver o local onde Senna abandonou a prova depois de um acidente em 88, saindo direto para o seu apartamento, por exemplo... é muito legal.


Se você ficar em Nice, há trens para Mônaco e a viagem dura de 30 a 45 minutos. Vá até a estação central, na Av. Prince Pierre.