VIAJAR É PRECISO

VIAJAR É PRECISO

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio pra desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores ou doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver."

Translate

9 de fevereiro de 2006

Napoli!



Napoli é a terra dos meus antepassados italianos. Descobri meus laços italianos perguntado pra minha vó e ela me surpreendeu me contando sobre meu tataravô Guerino de Loreni e sua vinda pro Brasil em, mais ou menos, 1870. Como um napolitano legítimo, meu querido bisnono chegou abalando e antes mesmo de casar, ficou de namoricos e nasceu o meu bisavô. Mas o italiano não sossegou e acabou casando com outra, dessa vez uma uruguaia-brasileira, e o meu bisavô Antônio de Lorenzi acabou sendo criado pela madrasta junto com os irmãos que viriam a nascer depois. 
Bom, esse foi um dos motivos que me fizeram querer conhecer Napoli. Uma loucura!! Poucas pessoas disseram gostar de Napoli... e eu entendi porquê. 
Pra começar, levamos uma multa no autobus R3, porque não estavamos com o biglietto, justamente porque tínhamos que comprar nas máquinas na rua e não encontramos nenhuma máquina. Aí chega o velhinho e nos mostra a carteira gritando "POLIZIA"! Lá se vão 40 euros!
Depois, porque nossa reserva de hotel foi questionada quando chegamos lá, de uma forma, digamos... grosseira. Cheio de mãos (eles parecem ter 4 ou 5 mãos enquanto falam!) ele dizia (gritava!) que não tinha reserva nenhuma. Bom, esqueci de falar que antes disso, EU vi o endereço errado e pegamos um ônibus até um hotel que na verdade eu tinha cancelado a reserva. OK... vi meu erro e voltamos lá... ao lado da estação central onde havíamos chegado de Roma! O hotel ficava há poucos metros dali... imagine o quanto deixei meu amore feliz, carregando uma mala  cheia de VINHO e subindo uma rua cheia de escadas, indo pro hotel errado! OK... mas felizmente achamos o hotel reservado.. e agora o cara me diz que não temos reserva! "Ma come no signore???"- eu tava tentando ser educada, mas não deu muito certo...-  Enfim, depois de muitos gritos, mãos e insistência, ele achou minha reserva. 
Então resolvemos ir a Pompeia, ver a cidade destruída pelo Vesúvio... chegamos lá 14:59... e eles fecham as 15. Tentamos argumentar dizendo que viemos do Brasil, e ele respondeu "E daí, eu vim de Napoli!" e fechou a bilheteria na nossa cara. 
Ok... vamos embora... meu amore estava um pouco chateado e começou a dizer que o Vesúvio ia explodir de novo! Pegamos o trem novamente pra Napoli pra então irmos a Capri. Vamos conhecer Capri! Mas pra isso teriamos que pegar novamente o autobus R3 até a Praça da República. Logo o R3... entramos novamente no R3, lotado! Tinha até um velhinho que, acredito, tinha problemas urinários e cheirava a xixi... nossa, e que xixi fedorento! Quer saber, vamos descer!! Descemos do R3 e caminhamos pela cidade até o hotel. Depois de tanto problema, só nos restava dormir e tentar descansar pra irmos embora no outro dia! Pergunta se tirei alguma foto...? Só essa do Vesúvio mesmo (que segundo o Love, vai explodir!)

8 de janeiro de 2006

Gent!


Gent é uma cidade ao norte da Bélgica, na região chamada Flandres, e fica a 40 minutos de Bruxelas.  Essa região tem como língua oficial o neerlandês (flamenco). Dizem que Flandres concentra a riqueza da Bélgica. 
O mais legal de Gent é a sua arquitetura, a cidade é medieval e conversa até hoje essa característica. Ela é ao mesmo tempo uma cidade histórica e contemporânea. A cidade prosperou nos séculos XIII eXIV com o comércio de tecidos. Fomos para Gent por sugestão do nosso amigo Alexandre, que nos ligou avisando "TÁ NEVANDO, VENHAM PRA CÁ!" Infelizmente não pudemos encontrá-lo nesse dia, mas o passeio foi lindo e voltamos à notie para Bruxelas. Gent tem uma importante Universidade, e suas ruas iluminadas à noite são um charme! 
Gent é uma cidade universitária, o que significa muitos pubs e vida noturna agitada. Cortada por canais, preserva suas características medievais. A praça central, a catedral St. Bavo e o castelo são os pontos principais. Fica a 57 Km de Bruxelas, e há trens a todo momento pra lá. 


Alimentação:
Um pouco mais barata do que Brugges e Bruxelas, o lugar mais barato para comer é a área estudantil sda cidade, a uns 10 minutos de caminhada da Korenmarkt. Caso prefira, há vários pubs pela cidade, alguns um pouco escondidos. Você vê só aquela portinha e quando abre, há uma enorme escadaria que o leva pra parte inferior da construção, com velas e ambiente medieval. Vale a pena procurar! 


Atrações: 


Sint-Baafskathedraal (St. Bavos cathedral): Une diferentes estilos arquitetônicos, doromanesco ao gótico. O púlpito é de 1741 e o órgão de 1653. Há tumbas na cripa que datam do século XV e XVI. Se você pagar €3, pode visitar a obra de Jan van Dyck, The Mystic Lamb.
Het Gravensteen (The Castle of the Counts): Castelo medieval construído em 1180, tem um museu com aparelhos de tortura. Vale mais pela vista da cidade do que pelos aparelhos de tortura! A entrada custa €6.





5 de janeiro de 2006

Nice e Mônaco



Nice e Mônaco são duas cidades na costa francesa, a famosa Côte d'Azur. Nice é famosa por seus topless no verão, e o mar é muito, muito azul mesmo. Nas praias  não existe areia, ela é toda de pedras, cascalhos prateados, que são o motivo pelo qual a água fica tão azul. Em Nice, caminhamos pela orla até o centro, porque estava frio e não havia muito tempo. Em Mônaco, que estávamos doidos pra conhecer, chegamos à tarde e passamos o resto do dia caminhando, fazendo o trajeto do Grande Prêmio a pé. Tiramos uma foto na curva St. Devote, onde existe uma estátua do Fanjo. Também passamos na entrada do túneo, onde Senna se acidentou em 92 . Mônaco é uma realidade diferente de tudo que já vi, um lugar lindo, mas que ao mesmo tempo consegue expressar que aquela ali não é a nossa realidade. Subimos na colina onde fica o Palácio do Príncipe de Mônaco, vimos os iates atracados e fomos até o Cassino, onde havia várias Ferraris estacionadas. No fim do dia, voltamos pra Nice, onde a realidade é um pouco mais perto da nossa, hehehe. Como bons mochileiros, não jantamos em nenhum restaurante... compramos num supermercado duas latinhas de feijão e esquentamos em nosso mini fogareiro elétrico (mini mesmo!). O visual não era lá essas coisas, mas sabem que gostei? Compramos também uma champagne de 3 euros, e acreditem, ótima!! Se ficamos com fome, não sei.. só sei que a champagne já valeu!


Atrações: 
Palais du Prince- é o palácio do principado, até com troca da guarda. Dentro dele há o Musée des Souvenirs Napoléoniens, que expõe alguns pertences de Napoleão. Uma bela viosta de Mônaco, com belas fotos.


Casino- fica em monte Carlo, foi construído em 1863 por Charles Garnier, o mesmo da Ópera Garnier de Paris (prédio eclético). Se você for à noite, só poderá entrar se for de terno ou blazer e gravata. Ao lado fica o Café Paris (mas olhe bem os preços antes de pedir alguma coisa!). 


Circuito de Fórmula 1- a cidade em si já lembra a fórmula 1, com sua famosa curva Saint-Devote e a homenagem ao Fangio. Fazer o circuito a pé ou de carro é uma idéia muito legal pra quem gosta de Fórmula 1! Ver o local onde Senna abandonou a prova depois de um acidente em 88, saindo direto para o seu apartamento, por exemplo... é muito legal.


Se você ficar em Nice, há trens para Mônaco e a viagem dura de 30 a 45 minutos. Vá até a estação central, na Av. Prince Pierre. 

9 de novembro de 2005

Waterloo!





!

Quando vi no mapa da Bélgica o nome Waterloo, lembrei: foi onde Napoleão perdeu a guerra! 

Meu Deus, não acredito.. estou aqui pertinho de ONDE O NAPOLEÃO PERDEU A GUERRA!!!
Foi instantâneo, fui pra estação de trem e comprei uma passagem pra Waterloo. Uma hora depois cheguei lá. Fui direto ao Museu (Musée Wellington), onde pode ser vista a história da última batalha, com animação e sons, além do museu de cêra no final. Emocionante! Fiquei imaginando os acontecimentos no lugar! A Batalha de Waterloo ocorreu durante os Governo dos Cem Dias de Napoleão, entre seu exército de 72 mil homens recrutados às pressas e o exército aliado de 68 mil homens comandados pelo britânico Arthur WellesleyDuque de Wellington, (com unidades britânicas, neerlandesas, belgas e alemãs), antes da chegada dos 45 mil homens do exército prussiano. Ocorreu em 1815, depois de Napoleão ter deixado seu exílio na ilha de Elba. Durou 10 horas! Às 21 horas, o general prussiano Blücher abraçou o inglês Wellington diante da fazenda Belle Alliance, selando a vitória sobre os franceses.